terça-feira, 9 de outubro de 2007

Mambo 26

Nas arcadas de qualquer coisa, teimam sempre uns peitos de pés que nascem de papelões e tão descrentes quanto parados, arqueiam-se pelo delírio de já não pertencerem a setas que respiram ventos.
Mais acima, espreitam de lá uns tons que parecem enxutos mundos mas restam só lá demolhados nos círculos da cara, como sentados que estão para sempre numa inclinação única.
Não sabem des-sabores porque tudo tem um cheiro de todos, de um buraco universal que não se pode atapetar por cima.
As suas solidões são esses vapores subidos, que não encontram susto.


P.S-Eles nunca lerão este blogue, eles, os outros, os que não são eu nem tu, os Sem-Abrigo das cidades belas... como Lisboa, como...

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