terça-feira, 30 de outubro de 2007

Estratego de fama mundial: "Não resulta fazer frente à China!"

O consultor-estratego residente em Silicon Valley, Jean-Louis Gassée, jura a pé juntos que é inglório o esforço de fazer frente à China: eles têm os computadores mais potentes, os melhores cérebros e o maior investimento.

Com um Curriculum invejável de sucesso planetário, tendo passado pela Hewlett-Packard, a Mobil-Exxon e a Apple, Jean-Louis Gassée, consultor de Strauss-Khan, Fillon, etc, oriundo das "Grands Écoles" de Tecnologia de Paris, fundou uma empresa multimédia em Silicon Valley que vendeu aos japoneses da Acess Technologie e , presentemente, gere uma "incubadora" de génios para fazer avançar as performances do High-Tech. É uma verdadeira odisseia de grande intensidade e poder, realizada quase a solo mas em Silicon Valley, ao lado de Stanford e não muito distante de Berkeley, no sul de S. Francisco da Califórnia; portanto com os pareceres de dezenas de Prémios Nobel a poucas milhas de distância, para o que der e vier, como soe dizer-se...

Numa grande entrevista ao Charlie Hebdo, Gassée assegura que, "uma tecnologia, não é necessariamente só uma patente, pode ser também uma ideia". "Ajardino e cultivo os neurónios. O suor, fica para os chineses. Que são muito fortes para o meu gosto. Construo sem batalhões de trabalhadores, camarada. Recuso a fixação regressiva sobre os objectos parciais", diz, com luxo e subtileza, telescopando com o vocabulário de Lacan, claro.

E vai mais longe para nos fazer sonhar acordados: "Silicon Valley, é como o Sentier (quartier de Paris onde há pequenos ateliers de alta tecnologia). Toda a gente se conhece. O que dizer dos problemas em torno da Emigração em França? Isso faz-nos rir docemente. Aqui, não existem senão emigrantes, com 55 % de asiáticos (chineses e indianos, na sua maioria)". Sublinha, no entanto, que o modelo de Silicon Valley "não se pode exportar"...


FAR

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