quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Evangélicos e lobbies petrolíferos "empurram" GW Bush contra o Irão

Seymour Hersh e o seu "recuperado" agente Ritter multiplicam sinais de aviso contra o possível ataque "cirúrgico" contra o Irão. Krugman e Dowd , do naipe de ouro do NY Times, prolongam análise preventiva dos dois inveterados anti-bushitas de primeira grandeza.

Hersh escreveu um grande artigo na New Yorker, de 8 do corrente mês, onde pôs a descoberto a "garra" dos Neo-Cons na preparação de um eventual ataque ao Irão. Afirma que as premissas do ataque estão todas falsas, pois, mesmo os Serviços Secretos ocidentais dão como improvável a realização de uma bomba atómica iraniana. São precisos cinco anos de intensas operações para a realizar, sublinha. Disso não quer saber Cheney e os seus falcões do Pentágono. E os evangelistas não deixam GW Bush descansado no desenlace de uma tomada de ataque rompante, sublinha Scott Ritter num artigo publicado ontem no Truthout. Org.

Krugman revelou ontem no NY Times que os únicos lobbies favoráveis aos Republicanos, para financiarem campanhas, são os dos Gás e do Petróleo, a quem Cheney e GW Bush estão ligados de alma e coração. Por outro lado, o conglomerado de empresas de Construção Civil, os homens-de-mão da dupla da Casa Branca, associou-se agora aos sectores da Segurança e dos Transportes de Valores, que tanta carnificina por excesso de zelo têm provocado pelas ruas de Bagdad.

Maureen Dowd, em análises muito profundas sobre a pré-campanha presidencial dos EUA-08, assinala que Cheney ultrapassa Gates e Condi Rice na vontade de atacar o Irão, sem motivos consistentes. Com a "garra" dos Neo-Cons, que se perfilam maciçamente pela candidatura presidencial de Rudolph Giuliani, Cheney "inventou" o perigo dos Guardas Revolucionários iranianos, de forma a lançar os bombardeamentos contra o Irão. As repercussões geopolíticas desse acto são incalculáveis, como é evidente. Os dados dos serviços secretos a operarem na clandestinidade no Irão são sem importância alguma, frisa Hersh.

Ritter, no artigo do Truthout.org, de anteontem, chama a atenção para o "abuso do poder" que a famigerada dupla da Casa Branca tenta realizar até ao fim do mandato. "O contencioso com o Irão é um problema nacional que implica um debate colectivo, a discussão e o diálogo com todos os factos em cima da mesa, abandonando toda a ideologia e teocracia que poderiam envenenar todo um trabalho realizado sob os princípios da lei e dos ideais", frisa o antigo comandante dos Marines.


FAR

2 comentários:

Anónimo disse...

FAR... és dos Maiores!
Abraço.

Anónimo disse...

Heelo; J. Fróis, parabéns pelo aniversário! Estás com uma pedalada inaudita. E tens uma companheira sedutora e solidária! Quando vens de bicicleta( dupla...) até cá?!?

Hoje, a Maureen escreveu tudo o que eu, sintecticamente, resumi neste artigo. E no qual as suas (dela) referências já eram nucleares.Assim é que é bonito! E vocês, toca de ler a Foreign Review, a The Nation, mais os blogues associados, vale?

Assim se faz a vontade de tentar perceber, como diria o fabuloso VP. Valente.

Releio muito Guattari/ Negri!

Avanti FAR