sexta-feira, 28 de maio de 2010

Também não fico.

Perante comentários rascas não dá para ficar.
Quero que os intitulados críticos literários vão trabalhar devidamente. Não são credíveis, nem devem mencionar essa actividade no IRS. Não existem. Há quem crie e há quem receba a criação. Um "crítico" é apenas o intermediário manhoso, o leitor antecipado porque recebeu a obra de oferta, por convite. Não a pagou, viu, leu ou ouviu na diagonal. É o funcionário que é chamado a exercer fora de horas, às pressas, o impressioista de serviço que há-de sentir-se instituído a botar palavra em fecho de edição. Lêem uma vez e botam discurso. Vêem uma vez e botam discurso. Onde a análise, onde o exame sincero, honesto?... Vão procurar trabalho sério e honesto. Não se deixem ficar pelas impressões e aprendam a Ser. Deixem de lado os vossos carimbos gastos do gosto e do não-gosto, ó reles tarefeiros da chamada crítica literária para a qual todo o país onde viveis se está nas tintas.
Que ouse, ao menos, produzir algo de original quem ousa sentir-se no direito de 'criticar' algo que outrém criou.
Estou fora. Não acredito em blogues: são uma perda de tempo.

Os blogues são os jornaleiros que o não conseguem ser. Aquela gente que não se afirmou na Criação. Aqueles que não se sentiram bem no Ensino. Aqueles que não conseguiram lugar em nenhuma parte.

Por isso parto, sem saudade. Aqui voltei a ver e a lidar com o lado mais errado das pessoas: a gentinha, vulgar, rasca, desordeira que se acha alguém e que acaba sempre por meter a PSP na sua vida.
Para esse peditório...
nunca (espero...) darei.
Beijos e abraços.

9 comentários:

André Carapinha disse...

Lamento, Fernando. Acho que estás a deixar essa gente vencer a guerra. Por outro lado, se é isso que sentes quanto "aos blogues", genericamente, tenho de entender.

Acho que nos blogues, como em todo o lado, há gente boa e má, educada e rasca, de valor e mediocre. Claro é completamente diferente ter contacto com lados infelizes da existência humana na rua, ou no local de trabalho, por ex, e num espaço como este. Nem que seja porque aqui estamos porque queremos, e apenas quando queremos.

Acho que serás (mais uma) perda para este blogue, mas da minha parte mantenho a (cada vez maior) vontade de continuar este projecto que fundei, e no qual ainda acredito.

Um grande abraço, e as portas sempre abertas para regressar.

Anónimo disse...

2 sugestões literárias para o FR nesta hora da despedida

1.
Eu já desconfiava, quando tu chegavas tarde pra
Jantar.
E sem qualquer conversa dizias depressa estive a trabalhar
Tu sentavas-te a mesa
E com safadeza mentias pra mim
E eu ia, no teu jogo.
E punha as mãos no fogo que não era assim

Por isso sai, sai da minha vida.
Vai não quero sofrer
Sai que eu morro de ciúmes
Ai desse perfume da outra mulher
Por isso sai, sai da minha vida.
Vai não te quero ver
Sai sem nenhum queixume
E leva o perfume da outra mulher
--
E os telefonemas, cartas e poemas.
Que eu bem li
E aquele retrato que ao limpar teu quarto
Ai eu descobri
Sim os sonos agitados
Que tinhas a meu lado, dizendo sem fim.
O nome de quem tu amavas
Por ela chamavas mesmo ao pé de mim

Eu já sabia tudo
Mas tu lá no fundo pensavas que não
Nem se quer disfarçavas, as marcas deixadas no teu
Jaquetão.
Sim as madeixas negras
Que hoje ainda negas, mas que eu te digo.
Que são, são da mesma dona.
Desse novo aroma, que trazes contigo.
Por isso sai, sai da minha vida.
Vai não quero sofrer
Sai que eu morro de ciúmes
Ai desse perfume da outra mulher
Por isso sai, sai da minha vida.
Vai não te quero ver
Sai sem nenhum queixume
E leva o perfume da outra mulher


2. Erom dez pra uma no restaurante,
almoçaba alarbemente;
a meio do café um garçom pedante
chigouse e posma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
berrei pro home: - Num pago, num pago!
O gaijo, branco, chamou o girente,
saltei pra trás, saquei saiu o pente !

Pra num andarem cadeiras pru are,
atom pusma gritare:
Chamem a polícia, chamem a polícia,
chamem a polícia queu num pago!

Fui ber Lisboa à noite,
parei no Russiu, numa noite sem friu;
mandei bir uma cola e um gradanapo
e o cara de sapo pediume logo taco,
o malcriadom!
Num me cuntibe e passeilhe um sermom.
Disse qu'era uso da cunfeitaria,
qu'era mais siguro no tempo que curria.
Pra num andarem cadeiras pru are atom pusma gritare:
Chamem a polícia, chamem a polícia,
chamem a polícia queu num pago!
Aì bem eles! Bai subir!!
Chamem a policia, chamem a polícia...!

André Carapinha disse...

Pensava que ias deixar de frequentar este blogue, ó "anónimo/a"... Mas há gente que não consegue mesmo resistir.

Anónimo disse...

x cuida que o direito de ser imbecil lhe dá o direito de ser imcómoda

Anónimo disse...

O anónimo anterior faz da lógica uma batata. O estalinista Carapinha dá conselhos sobre como vencer a guerra, disserta sobre a blogosfera e continua a procurar identificar IPs. Surge um anónimo poeta. Tudo isto num comentário a um post lamechas e paneleiro. O vate piedense não se dá com comentários e não percebe o mecanismo que os evitam. Tadinho, ninguém dá valor ao génio e aos seus arremedos poéticos bons para conquistar moçoilas da margem sul.

JF disse...

Anónimos: vão comer capim e cagar no mato. As frustrações, o medo, as imbecilidades e a ignorância não se resolvem a chatear os outros. Porra... são mesmo chatos!

Anónimo disse...

E o JF não é anónimo também? É dos bons? E que é isso de capim e mato? O JF também é retornado? Só lhe faltava ser poeta e ciclista!

Anónimo disse...

Há por aqui um ciclista?!

JF disse...

Capim é pasto para animais,
que cagam no mato.
Mato é a terra do capim.
Nem retornado nem ciclista.
Foi nado em África
e basquetebolista.
Etc... etc... etc...