quinta-feira, 20 de maio de 2010

Para que não serve um blogue

A discussão sobre para o que serve um blogue é antiga e tem obra feita, alguma dela por aqui (mas muita ainda para produzir, evidentemente). Vou deixar mais um modesto contributo, desta vez pela negativa, e especificamente sobre as caixas de comentários dos blogues. Estas de certeza que não servem para: promoção de agendas ocultas; insultos pessoais; difamação a coberto do anonimato; poluição de diversos posts com o mesmo comentário; aquilo a que já por aqui se chamou de "troca de correio pessoal" - zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades; em resumo, fazer perder o tempo e a paciência dos membros do blogue, que são aqueles que para ele contribuem, e fazem dele o que é, para o bem e para o mal, com lateralidades de todo dispensáveis.

A partir deste momento este blogue tem os comentários moderados. Todos podem continuar a comentar, inclusivé anónimos, e inclusivé o/a ex-anonimo/a que precipitou esta decisão - desde que o faça com juízo - as regras estão ali acima bem expostas. Obviamente que os comentários não ficarão disponíveis de imediato, mas faremos um esforço por aumentar a frequência no blogue, de modo a diminuir o tempo de espera. Peço especial compreensão para estes primeiros um, dois dias, enquanto nos habituamos ao sistema.

Uma palavra final para a Sofia, pessoa que nem conheço pessoalmente, e que, chegada de fresco a este blogue, observou um simples post de boas vindas a ela dirigido transformado numa peixeirada sem sentido nenhum. Espero que ela perceba que, primeiro, tudo isto foi feito por uma pessoa que eu sei quem é, cujo objectivo é o de atingir outros, que não a ela; e, finalmente, que agora poderemos todos concentrarmo-nos naquilo para que um blogue como este pode e deve servir.

13 comentários:

tiriró disse...

Começo a ter uma preocupação na vida. Não é que o parlamento se pôs hoje a discutir a "esmolinha social de inserção", única fonte de rendimento que consigo esmifrar ao Estado? Para além de difundir a língua de Camões pelo mundo, de ter labutado que nem um escravo pelo engrandecimento do império em África, de ter sido um bravo soldado na defesa da pátria na gloriosa guerra colonial e, em última instância, ter sido personagem activo noutros feitos, aqui inanarráveis, a bem da nação, acabo por receber a "esmolinha social de inserção" (o que não é mau de todo, convenhamos!). Mas a minha preocupação é que alguns chamaram-me de preguiçoso, subsidiodependente e querem que eu vá bulir. Quero que se lixem, porque vou continuar a ser um pobre desavergonhado e mais quatro ou cinco anitos passarei a ser um idoso, com direito a uma reforma choruda. Assim o estado vá tendo dinheirinho para me dar! Amen.

Sofia Aguarela disse...

Obrigada, André, do fundo, pelas tuas palavras. É um prazer, cedo percebi, ler-te.
(E trato-te por «tu« porque aqui, eu pelo menos falo por mim, não entendo nem vejo classe etária alguma, e, por essa mesma razão, trato igual por igual, e adoro o tu. É muito mais próximo).
Obrigada. Mesmo. Por me fazeres sentir (mais) integrada.

Ana Cristina Leonardo disse...

Só uma pergunta - mais objectiva é impossível: a conversa do verme, delator,cobarde e etc. é comigo?
É que como o adminstrador André Carapinha garante que "topou" o anónimo em 15 minutos, gostaria de saber se está a falar comigo?
Este comentário (que espero vivamente que seja publicado) será, como garantido em carta enviada ao referido administrador, a minha última incursão por aqui. Por isso, se é por mim que accionaram o controlo dos comentários, estejam à-vontade.

André Carapinha disse...

Se enfiaste a carapuça...

Ana Cristina Leonardo disse...

André Carapinha, tão previsível e enigmático! Mas, afinal, não tinhas topado o anónimo em 15 minutos? Em que ficamos?
Encolhes-te quando é para chamar verme, delator e cobarde e outros mimos grandiloquentes a pessoas com nome?
A pergunta foi clara e objectiva. A resposta demasiado evasiva para quem dedica postes a pregar moral ao som da mercedes sosa. Ou só insultas e falas da "vida lá fora" que "toda a gente" conhece quando te diriges a IPs?
E esta pergunta também não é retórica. É clara e objectiva.

André Carapinha disse...

Então não era a última incursão por aqui? Em que ficamos? É assim que queres que (perante as tuas "garantias"), levantemos a moderação dos comentários?

Volto a repetir: as carapuças ficam para quem as enfia. Repara (as desvantagens do anonimato): eu estava a falar para um "anónimo", certo? Portanto, até destapares a cara (o que apenas fizeste porque foste impedida de continuar o joguinho, e mesmo assim queres tirar esforço, não aguentas perder - mas a vida não é só um jogo), eu estava a falar para "ninguém". És tu própria que, sem o perceberes, colaste a ti mesma o que eu escrevi.

Entretanto, o que eu escrevi, o "verme", "delator" e "cobarde", se por um lado foi destinado a fazer-te sair da toca (isto dos IPs é uma boa treta que engoliste, mas a boa velha psicologia...), não deixa de representar exactamente aquilo que eu acho. Sem tirar uma vírgula.

Reservo-me ao direito de encerrar esta "troca de opiniões". Lembremo-nos do que está escrito no post sobre usar as caixas de comentários para "correio pessoal". Esta ficará aqui para esclarecimento de todos os leitores sobre o que realmente se passou neste blogue, nestes últimos tempos.

André Carapinha disse...

Só para terminar, espero ansiosamente o processo em tribunal (a verdadeira razão desta intervenção "ofendida").

Ana Cristina Leonardo disse...

Pois, André Carapinha. Mas esqueceste-te de várias coisas.
Primeiro, como o teu próprio plural "levantamos" te deveria levar a concluir, não és o único administrador deste blogue. Devias ter mais cuidado com o teu ego napoleónico e com os plurais majestáticos;
Segundo, que como por aqui se gosta de sublinhar: vivemos num estado democrático. E, por isso, os teus ataques ao meu bom nome seguirão os trâmites legais.
Terceiro, que eu não saí de toca alguma e que apenas detesto insinuações torpes sobre a vida íntima de seja quem for, em blogues ou noutro sítio qualquer. Finalmente, que entre alguém chamar idiota a uma posição tua e tu ofenderes a integridade moral de outro há uma diferença abissal. Não perceber isto, talvez seja o que te permite definires-te como "esquerdalho". Mas já nem a desculpa da idade tens.
Último dos últimos, que há uma coisa que se chama direito de resposta. Por isso, não és tu que decides que "este é o meu último insulto e acabou a conversa". De facto, não vivemos em Cuba nem na Coreia do Norte.
PS.: Quanto às incursões, são de facto as últimas. Não vejo que parte não percebeste. Depois de esclarecido este assunto não conto mesmo voltar aqui. Parafraseando o marx que vale a pena, nunca poderia frequentar um clube do qual também fosses membro.

André Carapinha disse...

Vês como eu sabia? Tão ofendida na sua honra, afinal é apenas a Ana Cristina, mais uma vez, a tentar foder a vida de alguém. Vingança! Vingança!

Como te disse, estou à espera desse processo em tribunal, que será certamente muito divertido. Mas lembra-te do que aconteceu da última vez que tentaste tramar alguém com a polícia... Não te vá sair o tiro pela culatra mais uma vez.

Ana Cristina Leonardo disse...

André Carapinha, atão! Afinal não deste por encerrados os comentários, marcando com fulgurante xeque-mate os TEUS esclarecimentos ao que realmente se passou?!!!!

"Vês como eu sabia? Vês como eu sabia?"
Gritas, ainda, de olhos já vermelhos e espuma ao canto da boca. Confessa, verme! Fala, cobarde! Penitencia-te, delator!
Peço-te desculpa pelos invocativos, mas é que acabei há dias de traduzir o Kadaré - e, já agora, diga-se, um grande livro.
Da mesma forma que o leitmotiv do pequeno juiz estalinista não era sequer ideológico - apenas tão mesquinho como ele, fundado na sua pequenez e inveja, a tua senha contra mim baseia-se numa coisa muito simples e que já te tinha, aliás, levado a abandonar este blogue: és mau poeta. Mas olha, contra isso, batatas!
Quanto ao resto, anónimos e etc., o blogue aceita comentários anónimos. Como não vi publicado nenhum que atentasse ao teu bom nome, ou ao da tua família... não vejo razão para tanta histeria e tanto post inflamado acompanhado de cantos militantes. Quem não quer ser chateado, não se estabelece.
Decidides vir fazer insinuações torpes em público - nas quais, pelos vistos, insistes. Não devias. É feio.
É, por exemplo, o caso dos casos de polícia: a) deves estar na posse de alguma informação ultra-secreta que me escapa; b)julgo que ainda não serias nascido antes do 25 de Abril, ou pelo menos muito bebé para anti-fascista.
Assim, no que respeita a polícias, ficamos conversados.
E pronto. Com isto dou mesmo por findos, falo naturalmente por mim, os meus comentários - o resto fica para os tribunais. Os atentados ao bom nome pagam-se. É que, embora por vezes possa parecer, não vivemos no cabaret da coxa.

tiriró disse...

"Para que não serve um blog"? É exactamente para a peixeirada dos últimos sete comentários. Comam mas é uma boa sopinha, regada com muita e boa vinhaça e vão ver que a azia vos passa, porque se se metem com os tribunais... "nem o pai morre... nem a gente come a sopa"!

Táxi Pluvioso disse...

Bom, bom, vejo que a dialéctica commentarial por aqui está boa, tive que ir buscar umas cervejas e uns tremoços para acompanhar, e já tenho a vuvuzela (o mais luso objecto do momento), espero que não acabe (ou que ponham no YouTube as sessões do tribunal).

André Carapinha disse...

Santa paciência, ACL! És um caso patológico.

I rest my case.

P.S. - "Quanto ao resto, anónimos e etc., o blogue aceita comentários anónimos. Como não vi publicado nenhum que atentasse ao teu bom nome, ou ao da tua família"

Os meus amigos são como família.