quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mambo 44

O Cristo-Rei Guerreiro

Lubango
Fotos:g.ludovice 2006

O que está na ponta desta montanha, no final do seu braço quente de amores pela cidade e seus muceques bordados no seu manto de ainda montanha, é aquele que me fascina.

Manteve-se ali a ver todas as guerras. Quando desci à cidade da última vez, reparei como estava junto dos seus homens. Contou-me um cubano, que o seu nariz e dedos de uma mão tinham sido levados no bico não de uma cegonha, mas de uns morteiros, o que não é menos surreal.

Como ele ali no seu sossego aéreo, não o teve contudo, era a minha pergunta desalojada de experiência. A seus pés dormiamos nós, respondeu-me, nós os soldados que se debatiam com os outros soldados que vinham como soldados no nosso enlace.
Pelos olhos deles, dos poucos Cristos-reis que existem, deduzimos como o demiurgo vê o nosso mundo a brincar.

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