sexta-feira, 9 de maio de 2008

Convite

"Chovem amores na rua do matador" espectáculo estreado em Dezembro de 2007 pelo TRIGO LIMPO teatro ACERT vai estar em cena no I Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, que decorre de 8 a 30 deMaio, inscrevendo-se no âmbito das comemorações do vigésimo aniversário do grupo Elinga Teatro.
"Ao assistir à peça eu e Agualusa não pudemos deixar de pensar quemuito do texto, mesmo sendo nosso, tinha sido apropriado e refeito por outras mãos. Esse é o mérito do encenador, da luz, do cenário, dos actores, do grupo todo. Nós fomos apenas provocadores de um matador que não amou e, por isso, não chegou a matar. Já estava morto, antes."
Mia Couto

Com a digressão em Angola, o TRIGOLIMPO reafirma o desejo de estabelecer laços estreitos com os espaços da lusofonia. A viagem a Luanda – à qual se seguirão visitas à Alemanha, Espanha e Moçambique – enquadra-se numa programação internacional onde participa outro grupo português ("Escola daNoite"), a par de prestigiadas companhias africanas.

ANGOLA 10 de Maio no Caxito e 13 de Maio em Luanda
apoio: Instituto Camões-Centro Cultural Português em Luanda
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Texto José Eduardo Agualusa e Mia Couto
Actores José Rosa e Sandra Santos
Encenação Pompeu José
Cenografia Zétavares e Marta Fernandes da Silva
Música Cheny Mahuaie, Fran Perez, Lígia Zango, Matchume Zango e Tinoca Zimba
Figurinos Ruy MalheiroDesenho de luz Luís ViegasTécnicos Cajó Viegas e Paulo Neto
Assistência Gil Rodrigues
TRIGO LIMPO TEATRO ACERT
Rua Dr. Ricardo Mota, s/n · Apartado 118; 3461-909 Tondela · tel +351232 814 400 ·

www.acert.pt/trigolimpo

3 comentários:

Anónimo disse...

Devem estar informados, creio. José Água Lusa, escritor angolano, é alvo de uma intensa perseguição política- que o pode vitimar num qualquer beco...- por parte da Imprensa afecta ao regime de José Eduardo dos Santos. Tudo isso porque JA. Lusa se permitiu criticar o valor da poesia de Agostinho Neto...num artigo de Jornal.

Apesar de ter amigos em Luanda,sigo com a mais alta apreensão o processo de democratização em curso. Que utiliza os instrumentos dos " marxistas brancos", a deliciosa expressão inventada por Vitor Cunha Rego para sugerir como os " vermelhos " se tornam mais capitalistas do que os mais ferozes dos capitalistas...sempre que vantagens egoístas e pessoais se lhes deparam no horizonte!!! FAR

Anónimo disse...

A inteligentsia e a "esquerda" portuguesa têm sido um nojo no lambe-cu aos pretinhos. Mas agora que apareceu um "estrangeiro" (B. Geldof) a chamar os bois pelo nome, é provável que a carneirada repare (oh surpresa!) que Angola (e Moçambique, e a Guiné-Bissau...) são governados por assassinos. Mais vale tarde que nunca. E também é preciso dizer que essa postura tem sido promovida pelos intelectuais do regime nesses países. Em Moçambique, por exemplo, SÓ MESMO os rappers têm revelado espinha vertebral. Por isso o Azagaia tem a bófia à perna. Seria tempo de lançar um movimento em defesa dessa malta, senão um dia destes temos a notícia da morte deles.
José Pinto de Sá

Anónimo disse...

Em prol da Liberdade de Pensamento e Expressão de José Água Lusa. O blogue devia agarrar esta ideia e aprofundar a questão, não é Armando Rocheteau ? Óptimo reflexo de desembaraço e pertinência de J.P. de Sá. Fico à espera da iniciativa colectiva. Tem que se fazer um apanhado das notícias e polémica. E contactar com o JA Lusa, desde que tal seja possível. FAR