segunda-feira, 26 de abril de 2010

A 1 de Maio, no Maxime (3)

Sobre o tradutor:

Alípio Silva Mendes Silva (Barreiro, 13 de Novembro de 1887- 31 de Dezembro de 1946), operário Barreirense, dedicou a sua vida à luta por uma terra sem donos.

Abalado pelo início da ditadura em Portugal, lançou-se na tarefa hercúlea de traduzir e adaptar o texto “Morgenrot- Das Material ist immer Recht” de Karl Marxime, tendo passado os seus últimos vinte anos de vida a trabalhar neste projecto, durante o dia, dedicando a noite à luta.

A sua caligrafia humilde e os seus parcos, senão nulos, conhecimentos de Alemão, transportam o texto de Marxime para uma nova dimensão da palavra. A linguística strikista-positivista encontra nesta obra o seu expoente máximo.

Mendes Silva morreu, às mãos da PIDE, a 31 de Dezembro de 1946, durante a tortura de passagem-de-ano. As suas últimas palavras foram: “Mataram-me com desdém. Já é meia-noite?”.

2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Um fracote nas last words. O último gajo condenado à morte, e executado por fuzilamento, no Utah, em 1977, disse: "vamos a isto!".

Anónimo disse...

Utah... grande marca de tabaco de enrolar. à venda em qualquer sítio.