terça-feira, 28 de agosto de 2007

O novo Marxismo dá cartas

Pfeffer-Korn lança novo livro para impor a teoria marxista da Luta de Classes sem correntes burocráticas e tiques de aparelho estalinista. Leia tudo, clicando aqui...

O fim do comunismo soviético, a prolongada agonia do sindicalismo e o renascimento dos movimentos libertários iam acabando por enviar o Marxismo para o caixote do lixo da História. Houve sempre uns corifeus que o defendiam, jogando as teses do novo Karl contra as da maturidade, actualizando o legado teórico da crítica da economia capitalista e perspectivando a dimensão filosófica crítica perante Hegel e seus apaniguados.

Como assinala o Prof. de Estrasburgo, "depois da segunda parte da década de 90, a sua obra (Marx) foi libertada progressivamente dos espartilhos positivista e estruturalista nos quais o tinham enterrado algumas leituras redutoras.(...) Nos últimos anos, um grande número de trabalhos de filósofos e de sociólogos contribuíram para reler a obra de Marx, valorizando a sua coerência desembaraçada das deformações, das simplificações ou das interpretações problemáticas".

"O questionamento do "Estado Social", a promoção do mercado como instância última de regulação compensada eventualmente pela acção caritativa e a subida do individualismo contratual não deixaram de influenciar as leituras propostas sobre a estrutura social. Na vulgata liberal, num mercado há indivíduos atomizados, compradores e vendedores, eventualmente negociadores ou proponentes, mas não existem classes sociais. O forte crescendo das desigualdades sociais, desde o princípio dos anos 80; e a renovação dos conflitos sociais, conduziram uma parte crescente dos sociólogos a (re)tomar a sério as análises em termos de classe e a abandonar a lengalenga dos conceitos da individualização do social", diz o sociólogo. Que tem lançado, a nível individual e com êxito, as análises de géneros, nomeadamente, sobre as relações sociais de "sexo" bem como de "geração", de impacto ainda reduzido ao campo dos "estudos feministas".


FAR

6 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Nada disso. O capitalismo é a via.

Washington, 28 Ago (Lusa) - Quase um habitante em cada oito, nos Estados Unidos da América, vive abaixo do limite da pobreza, isto é 36,5 milhões de pessoas em 2006, para além de 47 milhões não terem seguro médico, revelou o inquérito anual do Gabinete de Recenseamento, publicado hoje.
A percentagem de pobreza desceu ligeiramente, pela prmeira vez em dez anos, de 12,6 por cento (37 milhões de pessoas) em 2005 para 12,3 por cento em 2006. Contudo, o número de pessoas sem seguro de saúde aumentou, atingindo os 47 milhões em 2006.
Um lar com duas pessoas é considerado na pobreza quando os seus rendimentos são inferiores a 13.167 dólares por ano, segundo aquele Gabinete.
Há 12,8 milhões de crianças e jovens com menos de 18 anos na pobreza e 8,7 milhões de crianças não têm assistência médica.
O rendimento doméstico médio norte-americano aumentou ligeiramente pelo segundo ano consecutivo, sendo agora de 48.200 dólares anuais, mas o rendimento individual médio diminuiu 500 dólares para os homens e 400 dólares para as mulheres. Os lares brancos viram os seus rendimentos médios aumentar 1,1 por cento, os asiáticos 1,8 por cento, os hispânicos 1,7 por cento mas os negros progrediram apenas 0,3 por cento.
Cerca de 3,4 milhões de pessoas com mais de 65 anos vivem na pobreza.
Os resultados do inquérito revelam também grandes diferenças de rendimentos entre homens e mulheres.
Na área do Direito (advogados, conselheiros jurídicos), os homens ganham em média 104.400 dólares por ano, quase duas vezes mais do que as mulheres (51.400 dólares por ano). Na informática, o salário médio anual de um homem é de 70.400 dólares, enquanto o de uma mulher é de 61.100 dólares.
O Sul do país é mais pobre, nomeadamente os Estados do Mississipi (21,1 por cento de pobres), da Luisiana e também a capital Washington DC.
Os condados mais ricos encontram-se também nos arredores de Washington (Fairfax na Virgínia, Montgomery em Maryland).
Os Estados de Maryland, Nova Jérsia e Connecticut, no Leste do país, são os mais ricos em termos de rendimentos por lar. San José no coração de Silicon Valley, na Califórnia, e Plano no Texas (Sul) são as grandes cidades mais ricas, enquanto que Cleveland (Ohio, Norte), Détroit (Michigan, Norte) bem como Miami (Florida) estão entre as mais pobres.

Anónimo disse...

Hello, mister Táxi Pluvioso: Interessante para todos nós seria, se mo permite, pensar as chances de vitória de Obama Barack nas Presidenciais do próximo ano. Isto tudo depois da série descomunal de " abandonos" de que foi vítima a Casa Civil de GW Bush. O resto, do meu ponto de vista, tem o valor mínimo da mistificação proverbial das estatísticas. O que não invalida a gravidade da vida social americana posta ainda mais a nú pela crise ribombante do imobiliário...social. FAR

Táxi Pluvioso disse...

A estatística é apenas a matemática politizada. Obama é um idiota. Mas sou um homem de fé. Clinton fez uma guerra (e bombardeamentos avulso). Wbush fez duas guerras. Espero que o padrão se mantenha e o próximo presidente faça três guerras.

Anónimo disse...

Mister TP: Gravo as suas palavras sobre Obama Barack. Noto que olvidou a grande entrevista de MV Cabral ao D. Económico de ontem. O Portugalinho de 2007 está lá bem escalpelizado. A culpa é de todos nós em aceitarmos um sistema de ética zéro. FAR

Anónimo disse...

Mrs Clinton went to the airport for to welcome back the soldiers coming from Iraq, and she asked them what they fear most, ( in three words ), during their stay on the battle field, and the first one coming out said, " Osama, Obama and your mamma ".........
FFC

Anónimo disse...

Entao pobreza nos estados unidos eh definida como um lar de duas pessoas em que o rendimento por ano eh de 13.167 dolares ou seja 1097 dolares por mes. O que eh que 1097 dolares por mes compra nos estados unidos? comida eh mais barata que em qualquer pais da europa, roupa eh mais barata, electricidade eh mais barata, gasolina eh mais barata, carros sao mais baratos, televioes sao mais baratas,... cheira-me a que com estes padroes a maior parte da europa vive na pobreza...nao?