quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A última cartada

© ROBERT THERRIEN
No title (Running feet), 2001, Ink on paper
Andava a ver se permanecia caladinha, dado que me pareceu que se entrou (dada a situação real e o pós-manif) num modo de discusão que por vezes parece ocultar que não estamos todos a trabalhar para o mesmo bem comum, muito menos todos com o mesmo fim em vista à procura de uma "democracia verdadeira". Com o tempo estas questões se esclarecerão e as partes se separarão, presumo.
Nos "entretantos", deparo-me com isto e fico entre a incredibilidade e a vontade de rir com o nível de absurdo. Continuo a achar que só o poder pode levar a tamanha presunção. Parece-me que se os senhores agentes padecem deste mal devemos mesmo estar prestes a passar a linha. Já sabemos que o mundo é redondo por isso vamos a ver onde e quando a serpente encontra a cauda.
Posto isto, mais uma passeata e aparece-me este objecto digno de ficar para a história (dos porcos, entenda-se), com pérolas tão ricas como apelidar um indignado de uma barriga "de aluguer de tentações anti-democráticas." Não havia necessidade...

Ai, e para rematar, roubo umas palavras ao comentário do Filipe Feio a esta peça de vida breve "não tenha medo, nem fique angustiado: lembre-se de que não controla absolutamente nada"

Laura Nadar

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