quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Legalizar a erva! Fora com o FMI

Legalizar a erva! Fora com o FMI
Perante a gravidade da situação do país e dos esforços que são exigidos aos portugueses, seria de esperar um pouco mais de criatividade no combate à crise do que as medidas de austeridade inscritas nos programas de ajustamento estrutural do FMI aplicados desde 1970. Infelizmente esquecemo-nos que podemos criar as nossas próprias medidas de combate à crise e dar uso ao que resta da chamada soberania nacional.
Portanto em vez de nos auto-empobrecermos para pagarmos os juros da dívida pública nas praças estrangeiras, porque não procuramos desenvolver produtos que tenham uma aplicação tanto no mercado doméstico como externo. Entre estes potenciais produtos devemos incluir a Cannabis Sativa, uma vez que detemos um clima ideal para cultivar esta espécie ao ar livre, como aliás durante o século XV e XVI.
A Cannabis rapidamente tornar-se-ia o nosso produto agrícola com maiores níveis de rentabilidade e criadora de mais-valias que podem ser aplicadas noutras áreas económicas. As suas múltiplas aplicações, para além do consumo recreativo, asseguram um potencial de novas aplicações que poderiam ser desenvolvidas em Portugal. Podíamos assim criar um nicho de inovação e exportação, por exemplo, a aplicação do cannabis na indústria farmacêutica tem crescido exponencialmente, sendo outro dos potenciais mercados legais a explorar.
Uma vez que a maioria do cannabis consumido em solo nacional é importado sobretudo de Marrocos, a legalização do cultivo nacional conduzirá a um processo de substituição de importações e a nossa balança comercial (pelo menos a ilegal) terá menos esse défice (o qual não deve ser assim tão reduzido).
Por outro lado, dadas as condições de excelência da penísula ibéria podemos bem exportar cannabis de alta qualidade para qualquer parte do mundo. Sendo estimado que o comércio de drogas ilegais tem um valor anual 321 biliões de dólares, só nos resta participar activamente num dos mercado onde detemos uma vantagem competitiva natural. Os alemães podem continuar a enviar os seus bmws e mercedes, nós enviamos erva nacional de qualidade imbatível e produzida ao natural!
O estado poderá taxar não só a produção como a comercialização desta planta, através de um enquadramento legal que assegurem a preservação da saúde pública. Se porventura legalizarmos os coffeeshops, Amesterdão será certamente destronado em termos de destino nº 1 e teriamos mais uma fonte de riqueza adicional! Quem quer ir fumar erva no frio, quando pode estar a apanhar sol com o produto orgânico nacional na mão!
Este debate não deve ser travado pelo novo “mito” que o cannabis conduz necessariamente a doenças do foro esquizófrenico, que tem estado bastante em voga nos meios de comunicação. Antigamente diziam que fumar uma passa era meio caminho para nos tornamos dependentes de heróina, o problema foi que a vasta maioria de pessoas que deu uma “passa” na vida não se tornou toxicodependente. Estudos recentes dizem-nos agora que aumentaram o seu risco pessoal de exposição a uma doença mental e creio que qualquer adulto poderá tomar essa decisão por si mesmo. Para mais informação existem alguns documentários interessantes da BBC: Cannabis the evil weed. Sobre o consumo de cannabis na Holanda, ver: http://www.cedro-uva.org/.
Cada um com janela, varanda, quintal ou terreno pode começar já na próxima Primavera!
Legalização da Erva para pagar a divída!
Referendo exige-se antes que cortem os subsídios!!!

1 comentário:

Anónimo disse...

façam um movimento no facebook que este manifesto tem futuro.

tó da fisipe