sexta-feira, 6 de junho de 2008

Pássaro de rico é canário

Pássaro de rico é canário,
pássaro de pobre é urubu,
rabo de rico é ânus,
e rabo de pobre é cú.

Moça rica é bacana,
moça pobre é xereta,
a periquita da rica é vagina,
a da pobre é buceta.

Rico correndo é atleta,
pobre correndo é ladrão,
ovo do rico é testículo,
e do pobre é culhão.

A esperança do rico vem,
a do pobre já se foi,
a filha do rico menstrua,
a do pobre fica de boi.

O rico usa bengala,
o pobre usa muleta,
o rico se masturba,
o pobre bate punheta.

Mas a vida é assim mesmo,
seja no norte ou no sul,
o rico toma champanhe
e o pobre toma no cú.


Composta por um aluno do Colégio Bom Conselho no Recife

José Pinto de Sá

9 comentários:

Anónimo disse...

André, toca a apagar. ESte post está cheio de ordineirices indignas de um blogue que se propõe levar avanti a revolução!
E viva o FAR!!!

Anónimo disse...

Eis o comentário que acordou o Sr. Administrador da sua letargia (reproduzo)


O SR: ADMINISTRADOR È CÙMPLICE E O ROCHETEAU TEIMA EM NAO PERCEBER O QUE ESTÀ EM JOGO

Caro FAR (ou deverei dizer, José Fernando?)
Permita-me que lhe faça notar que a forma díspar como se refere a Rocheteau e ao Sr. Administrador não lhe fica nada bem. Rocheteau, lui-même, já veio aqui explicar que é Administrador em exercício. Quanto ao Administrador, propriamente dito, também já foi explicado que anda com imenso que fazer. A última vez que o vi estava numa TORRE a embrulhar o «vómito na camisa» e caminhando «sem direcção», depois de se «lançar nu ao rio», não sem que antes alguém o tenha avistado «aos pulos sobre os telhados». Teme-se o pior, mas não queremos ser alarmistas. De qualquer modo alguém que faz «malabarismos com o fígado, o baço e o pâncreas» e se masturba «na cauda de Satã» não pode estar bom da cabeça, julgo eu.
É por isto que peço mais respeito pelo Administrador (em exercício), afinal, o único administrador que nos resta.
ass: um morador da Torre B, 5º Esq

Topam?

José Pinto de Sá disse...

A menos que se entre em rotura, é preciso aceitar uma plataforma mínima comum, que inclui conceitos como "comentário quer dizer comentário". Senão isto complica-se muito. Os "comentários" acima não comentam o texto do aluno do Recife. Estendem a esta janela um debate que só indirectamente lhe diz respeito. O primeiro já é um meta-comentário fictivo sobre o FAR, mas o segundo vai mais longe, ocupando-se da "forma díspar" como o FAR "se refere a Rocheteau e ao S. Administrador". Se bem pergunto, o que é que isso tem a ver com o texto? E porque é que alguém que quer falar do texto tem que levar com isto também nesta janela? É impressão minha, ou aqui uma clara imposição.

Anónimo disse...

Sr. José Pinto de Sá
Trata-se de uma experiência. Será que o Sr. Administrador censura ou não censura os comentários colocados após a data definida pelo próprio Sr. Administrador como data-limite para daquilo que o Sr. Administrador admite ou não admite como comentário?
Posto isto, deixe-me dizer-lhe que gostei muito do «seu» poema. Não estará ao nível dos poemas do Sr. Administrador mas isso seria talvez pedir-lhe demais. Sempre a considerá-lo, a si e, naturalmente, ao Sr. Administrador

Um Anónimo resistente

André Carapinha disse...

Caro Anónimo:

Como já tive oportunidade de lho escrever, vai perceber muito rapidamente que comigo não leverá troco para continuar a sua diversãozinha.

Os seus comentários que serão apagados são aqueles destinados a provocar a peixeirada (sabe muito bem a que me refiro).

Entretanto, tem aqui o seu cantinho para destilar fel. Divirta-se.

Carlos Gil disse...

cantado por Ary Toledo

Anónimo disse...

Mau caro Carlos Gil, tem mais informação? Em caso afirmativo, agradeço-lhe a informação. Isto chegou-me às mãos por acaso, sem mais indicaçoes além das que juntei. Um abraço.

Carlos Gil disse...

a mim mandaram-me a música em mp3 num mail. há poucos dias, por isso lembrei-me. se o anonimato não for factor que obste, lá no meu tasco está o meu fiel e-múlio que me trás o correio com o almoço (são horas, são vidas).
vindo envelope RSF, na volta vai perceber porque o Quim Barreiros é tão apreciado na Faculdade de Letras.

Carlos Gil disse...

e-mílio, porra