quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Wen Jiabao relê Marco Aurélio

De acordo com o diário de Hong Kong “South China Morning Post”, citando a imprensa do Continente, o livro de cabeceira do PM chinês Wen Jiabao é nada mais nada menos do que o conjunto de pensamentos do estóico Marco Aurélio. Wen revelou que já leu as “Meditações” do imperador-filósofo “mais de uma centena de vezes”.
Este Primeiro-Ministro goza de elevados índices de empatia junto do little people, que o considera como o rosto humano de um regime...obstinado. Pois, o “2+2=5” não recomenda. É muito deprimente, embora a passos IV possamos ler, mais ou menos exactamente, ‘The Universe is Transformation: Life is Opinion”. Daí a forma popular... até parece que está vivo. Lá está, uma opinião, nada mais do que isso. Também poderíamos dizer, até parece que está morto.
Como não pretendemos acirrar ânimos, estimular acrimónias, sugerimos, a jeito de pausa na transformação da realidade e na construção de uma sociedade sem classe, um tema cómico: as peripécias do suicídio atribulado de Séneca. Assim como que um encontro entre a "Madame Bovary", o seriado de Alex Cross, "O Inquilino" de Polansky, o Pierre Richard de "L’Emmerdeur", o inestimável contributo filosófico de Chuck Norris - recomendo vivamente a leitura da última postagem no Táxi Pluvioso - e a estética do primeiro Hugh Hefner. Se não estiverem para ler estas merdas, há sempre a colecção encadernada da revista Gina e a jouissance de soi-même.
Infelizmente, este ano não nos foi possível comparecer na tradicional Universidade de Verão do British Bar, razão porque faltámos com o contributo para as eleições nos EUA. Fica para outra oportunidade, mas sempre se sublinha que, muito excepcionalmente, gostaríamos de ver o democrata Obama na Casa Branca e o republicano McCain na Sanzala. Valerá pena recordar o paradoxo que suporta o bipartidarismo (Burro vs Elefante) do sistema USA: nem todos os democratas são burros, mas está provado que todos os burros são democratas. Pois se soubermos que a escolha do Burro e do Elefante como símbolos, respectivamente, não enganar, dos Democratas e dos Republicanos, se deve ao cartonista político Thomas Nast, não nos deixaremos perturbar com a sujeira das campanhas. Nasty. Justificando o pluralismo que anima este blogue, incansavelmente resguardado pelo webmaster Rocheteau, aqui deixamos a defesa do GOP, o GOP de William Buckley, e a promessa de não revelar os motivos de esta excepcional transferência para o eleitorado simbólico de BHO. Palavra de Mugabe. Valeu?

4 comentários:

L' Emmerd... disse...

“…a jeito de pausa na transformação da realidade e na construção de uma sociedade sem classe”.

gostei dessa! eu que já não vinha aqui há uns tempos, desde que o “PREC” por aqui passou.

Ana Cristina Leonardo disse...

Não é PREC é FAR!

Anónimo disse...

Ela é tâo espertinha!

FAR disse...

É com prazer que se desfruta a escrita de fino aparo ao invés da pacotilha de telexes colados com a beiça - bastas vezes sem sentido!
FAR - o duende que caminha!

by the way...
“When in 1951 I was inducted into the CIA as a deep cover agent, the procedures for disguising my affiliation and my work were unsmilingly comprehensive. It was three months before I was formally permitted to inform my wife what the real reason was for going to Mexico City to live. If, a year later, I had been apprehended, dosed with sodium pentothal, and forced to give out the names of everyone I knew in the CIA, I could have come up with exactly one name, that of my immediate boss (E. Howard Hunt, as it happened). In the passage of time one can indulge in idle talk on spook life. In 1980 I found myself seated next to the former president of Mexico at a ski-area restaurant. What, he asked amiably, had I done when I lived in Mexico? "I tried to undermine your regime, Mr. President." He thought this amusing, and that is all that it was, under the aspect of the heavens”. William Buckley

Ver>
http://howtheneoconsstolefreedom.blogspot.com/2007/09/how-rockefeller-republicans-raped.html