sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SOS

Detesto ver aviltada a iniciativa Magalhães e não me apoquentam os desequilíbrios da incorporação nacional. Ao abrigo do princípio segundo o qual um tuga que por fatalidade deixe uma perna debaixo de um combóio e a substitua por uma prótese, por exemplo neutro, made in Switzerland, continua a ser português de grei e lei. Considere-se que a oficinagem biónica prossegue...quando é que o nosso reconstituído deixa de ser Tuga? Ah!!!!! A Alma Lusitana.Portanto, o que importa é a alma do Magalhães, e essa é portuguesa concerteza, uma mistura de chouriço e canivete suíço.O que distingue o Magalhães não é a casca grossa, quasi indestrutível, ou o software básico, ou a opção decorativa. O que o diferencia dos outros indigentes é adptabilidade, as multifunções. Um Magalhães é uma mónada, um prodígio quântico, um ça-va-seul.Conforme a corrente a que estiver ligado, o Magalhães é correio, é leitor, analisa, improvisa, recolhe o lixo, escalfa um ovo, navega, é fácil de arrumar, passa a ferro e entretém. Antes havia Deus, agora temos o Magalhães.O mundo treme antecipando nova cruzada marítima do Homo Taganus. Os Oliveira da Figueira desembarcando nos locais mais exóticos e mais desenvolvidos, por isso mesmo, de Magalhães desfraldado e nota na mão. Atão, não há happy hour?Desiludam-se, porém, aqueles que vêem no Magalhães um instrumento igualitário e fabiano ou um comunismo a la japonaise. O Magalhães não é chaplinesco, detesta marchas de diferentes fingindo de iguais. O Magalhães é o futuro habitante de Portugal.Cada exemplar, e creio serão distribuídos dez milhões, está programado para trocar de lugar com o proprietário/utilizador que lhe calhou na rifa. Amanhã, exultem, o Chiado regurgita de Magalhães com Silvas e Marias a tiracolo.Eu voto Magalhães, e bocê?

PS: Podem mandar-me um Magalhães e um exemplar do livro “Mudar de Vida”de Luís Marques Mendes. E uma foto da Cabra Velha.

JSP

7 comentários:

Ana Cristina Leonardo disse...

Depois do FAR, eis o Magalhães... que põe a malta a dizer coisas. A mim, pessoalmente, não há nada que me mova mais do que as coisas que me irritam. E a bocê?

Anónimo disse...

D. Ana, Por favor, evite falar sequer- é o mínimo de bom gosto exegível- no nosso ídolo, o grande FAR. Inútil dizer mais o que quer que seja, ok? Divirta-se(...) lá com as suas estórias, please.Boa sorte! Comité Pró-Far

Táxi Pluvioso disse...

Dar computadores aos putos parece ser mau e propaganda (sabes a definição: propaganda é tudo aquilo que, o partido adversário do meu, faz. Somos um país de futebóliopensadores. Escolhemos a bancada e debitamos). Antes nem um lápis davam e as gerações saíram ok. Acabaram com a guerra, crime, fome e caca de cão no chão. Não quero imaginar o que será a geração formada no Magalhães. Volta a guerra, o crime, a fome e a caca de cão no chão, no mínimo.

Agora, o livro do Marques Mendes é outra coisa. Quem ler o título, "Mudar de Vida", e não conheça o autor, pensará que se trata de um livro de uma prostituta. É a associação mental mais lógica. Uma senhora farta de levar porrada do chulo, da decrescente qualidade dos clientes, do sabor dos preservativos, muda-se para Cascais e só recebe cavalheiros por amor. Mas não. Como estão as coisas todos devem mudar de vida. E o pequeno escritor compreendeu esta maré de mudança e traz a higiene ética para a política. Talvez não fosse má ideia dar o livro aos putos em vez do computador. Eles eram capazes de gostar menos, porque não tem o Tetris, mas sairão melhor formados.

Táxi Pluvioso disse...

Para que não fiques com dúvidas sobre o Magalhães. A FNAC do Colombo abriu as portas às 00:00 horas para vender o lusitano artefacto. Mónica Chaves, a primeira compradora, aguardou na bicha 5 horas. Justifica: “assim que saí do trabalho vim para cá para comprar o Magalhães para o meu filho que faz anos para a semana”.

Há uma frase que se costuma ouvir para explicar isto e tudo o resto: “é o país que temos”. Para mim é uma frase sem sentido. Trata-se de uma personificação, pois os países não têm vida ou vontade própria. A frase correcta seria: “os portugueses que somos”. Mas isso ninguém gosta de dizer porque teria de se incluir a si próprio. E todo o português tem a mania que é esperto, os outros todos é que são burros. É falta de espelho ou o Lacan tem razão?

pvnam disse...

«........mini-spam........»
Não há tempo a perder com BANDALHOS... Separatismo já!


POVOS COM OS PÉS-DE-BARRO:
- são povos que NUNCA conseguiram construir uma sociedade sustentável (ou seja, uma sociedade com um projecto de Luta pela Sobrevivência, isto é, uma sociedade dotada da capacidade de renovação demográfica) sem ser à custa da... repressão dos direitos das mulheres (mulheres tratadas como uns úteros ambulantes)

COM O FIM DA REPRESSÃO dos Direitos das mulheres tudo se modificou!... Um exemplo:
-> O estado alemão está a oferecer 25 mil euros por cada filho nascido a partir de Janeiro de 2007. No entanto, mesmo isso está a revelar-se insuficiente! [para alcançar a renovação demográfica, ou seja, conseguir alcançar a média de 2.1 filhos por mulher].

---> Como não pretendem pagar os (necessários) caríssimos custos de renovação demográfica, os povos com pés-de-barro viraram uns BANDALHOS NO PLANETA: procuram infiltrar-se no seio de outros povos [pretendem infiltrar-se em qualquer lado]; um exemplo: quer importando outros povos para a Europa... quer deslocando-se para o território de outros povos......


---> Não sejam um bando de imbecis!...
---> Ou seja: não há tempo a perder com BANDALHOS (vulgo Bandalhos Brancos: a maioria dos europeus)!

---> Há que mobilizar aquela minoria de europeus que está disponível para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência! Ou seja:
-> Contra a (cada vez mais poderosa) Inquisição Mestiça;
-> [antes que seja tarde demais] É urgente reivindicar o legítimo Direito ao Separatismo:
http://separatismo–50–50.blogspot.com/


P.S.
---> Para os Bandalhos Brancos, «os pretos são os salvadores da pátria»: de facto, como os pretos(...) pretendem ocupar e dominar cada vez mais territórios, consequentemente os Bandalhos Brancos estão a contar com os pretos(...) para combater o SEPARATISMO.
{{{nota: É possível encontrar portugueses brancos receptivos à ideia do Separatismo-50-50, pelo contrário, os portugueses negros(...) (e os mestiços também) são uns ferozes opositores do Separatismo-50-50}}}

Anónimo disse...

quem é este maluco do separatismo?

Anónimo disse...

JSP
Vai acrescentar o seu álbum de família?