Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

a manipulação digital ao serviço da coreia do norte

e da estética ditatorial. Nada de novo, portanto.


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7 comentários:

Anónimo disse...

perdoa-me a ignorância profunda, mas qual é a manipulação???

N disse...

Caro Anónimo, não se trata de ignorância...

Aqui, estão as imagens com indicação da manipulação feita, com as zonas apagadas bem delineadas

http://lightbox.time.com/2011/12/30/the-aesthetics-of-a-dictatorship-north-koreas-photoshopped-funeral/#1

Anónimo disse...

Lamento, mas só pode ser ignorância minha, porque eu ja tinha analisado cuidadosamente as imagens no blog e as do TIME nada acrescentam. Manipulação???? onde???As fotografias são de máquinas diferentes, de ângulos diferentes e de instantes diferentes. Desapareceram 6 pessoas de uma foto para a outra???? Isto é noticia??? Isto é claramente a chamada não-noticia. Um Post lamentável.

N disse...

Seria de lamentar se fosse ignorância, mas continuo a dizer que não é o caso.
O facto de não lhe interessar o assunto, ou de achar que o papel da manipulação no foto-jornalismo não constitui notícia, tal como o papel da informação ao serviço do poder, não anula o teor dos factos, pelo que concluo que deva ter lido as notícias de forma muito enviesada ou que não queira simplesmente refletir sobre o papel da fotografia.
De qualquer forma, a manipulação não se centra ou resume ao desaparecimento de 6 pessoas, pelo que agradecia que deixasse de falsear aqui o conteúdo de uma coisa que não tem disponibilidade para querer entender.

Laura Nadar

Anónimo disse...

então humildemente lhe peço que me explique, caso o entenda fazer.

Anónimo disse...

Este poderia ser um espaço de discussão, quiçá de troca de pontos de vista, ate onde é que tratar a luminosidade da foto é manipular ou simplesmente compor. Não serão diariamente "compostas" milhares de fotos sobre coisas banais apenas por questões estéticas?? Mas não, logo apareceu o vicio dos blogues, que querendo ser abertos são fechados sobre si próprios e as vezes transformados em espaços pouco democráticos porque são propriedade e só por isso são sentidos como um filho inatacável. "...pelo que agradecia que deixasse de falsear aqui o conteúdo de uma coisa que não tem disponibilidade para querer entender." falsear eu?? questionar sim.

Laura Nadar disse...

Posso dizer que concordo com alguns dos argumentos deste último post, mas acredito que não se apliquem a mim. Não "gozo", nem eu, nem que eu saiba este blog, de nenhum estatuto especial para que esteja fechada sobre mim mesma. Qualquer questão relativa à forma como discuto tem somente a ver com o meu carácter e com uma eventual falta de prazer em ter discussões online. Se acha mesmo que é um problema, então é meu.

Quando digo para deixar de falsear é porque escreve "Manipulação???? onde???" O exagero está aqui. Ainda que para si esta manipulação não seja digna de reparo, não compreendo bem para quê tanta exaltação (leia-se tantos pontos de interrogação) que deixam subentender que esteja a argumentar que não vê manipulação nenhuma. Parece-me que é levantar uma questão que não se põe, ainda que não tenha interesse nela.

Quanto a discutir a fotografia podemos fazê-lo, mas seria uma conversa longa e com um mau ponto de partida. Acredito que é ponto assente que no foto jornalismo ou nas fotografias ao serviço de agências noticiosas não deva ou possa haver qualquer tipo de manipulação. O profissional de fotografia é-o por uma série de qualidades que lhe permitem criar um documento sem ter de o alterar e, nesse processo, não ter de espezinhar o estatuto de "verdade" que a fotografia pode sempre manter, se for mantida a "verdade" do Homem que a faz.

Tal como se vê nos jornais portugueses, diariamente, a manipulação, digital ou editorial, serve os propósitos do poder. Não há criatividade sequer para fazer passar uma leitura simbólica que fugisse a um primeiro olhar mais desinteressado e comunicasse em segundo plano com um olhar mais atento.

A questão neste caso era essa mesma. E simples, e já muito vista: chamar a atenção para o poder da estética na construção de uma identidade autocrática que assenta, e muito, na leitura positivista dos seus espectadores.

Para terminar vou apenas acrescentar que também não entendo esta coisa de querer discutir mais cuidadosamente um assunto mas ainda assim assinar como "anónimo". Se quiser explicar estou interessada em ouvir.