terça-feira, 13 de setembro de 2011

Lições de Londres (3)

A grande maioria das pessoas acha genuinamente que se deve respeitar os direitos humanos. Mas quanto aos "criminosos" dos subúrbios, as soluções que defendem são: mais polícia, mais repressão, uma escola mais dura, o regresso aos "bons velhos valores" - como se não houvesse contradição entre uma coisa e a outra!

2 comentários:

António Oliveira disse...

André
Qual é a tua posição sobre o que aconteceu?
Eu, embora longe de tudo, não gostei de saber que registos fonográficos históricos foram destruídos por vândalos, cujo objectivo era apenas partir tudo... A luta de classes tem de ter ideais, caso contrário está tudo fodido....

André Carapinha disse...

Olá António, antes de mais fico contente por te ver aqui a comentar. O meu ponto é este: o que não faz sentido é ter uma "posição" sobre o que aconteceu, seja ela "apoiar", como fez certa extrema-esquerda imbecil que vê em tudo que cheire a gasolina os cocktails molotov da revolução, seja "condenar", como se se tratasse, precisamente, de um movimento politicamente organizado, que apenas utilizasse os métodos errados - foi esta dicotomia o engodo em que caiu muita esquerda. Também há outra opinião muito comum, a de que se trata de puro vandalismo, criminalidade, etc. O que eu digo é que motins são o que sempre foram: uma expressão violenta e desorganizada de um descontentamento qualquer, um sintoma de algo. Quem o reduzir a pura criminalidade tem de me explicar como é que é possível que de repente milhares de pessoas saiam à rua para pilhar e partir montras, como se não houvesse um motivo que origina isto tudo. Entretanto, estes posts são não tanto sobre os motins em si, mas sobre as reacções histéricas que provocaram nas almas mais insuspeitas. Abraço!