segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Frases curtas

© Chih-Chien Wan, Newspaper Wrap, 2004
 

Retomando o percurso há uns meses deixado em lume brando dou com esta posta início a uma reflexão mais detalhada (e/ou/mas também tão esporádica quanto necessária) sobre o tema da Autenticidade que se escusará aos leitores com pouco interesse nesta questão do que é ser-se autêntico.

O enquadramento aplicar-se-á tão à actualidade quanto me for possível acompanhar a realidade, também de forma a evitar o campo minado em que a temática se esconde, tão cheio de contra-sensos e relativismos capazes de deixar qualquer um à beira do golpe baixo da relativização.

Espero manter-me à altura e não contribuir para essa luta desenfreada entre o hemisfério sentimental e o contrato social. Ao mesmo tempo espero também que vá ficando claro que esta reflexão não pretende ser uma incursão ao mundo das impossibilidades de se ser livre mas antes à ideia da responsabilização de se ser um Eu próprio. Porque esta última assusta qualquer um cá andamos; a maioria a sofrer de normalidade e uns outros tantos de contas mal feitas com a loucura.

Termino esta introdução deixando cair a única conclusão que prevejo tirar sobre o assunto (lembrar-me-ei de me esforçar por não tirar mais nenhuma), a mesma de que a literatura nos convence: na sociedade contemporânea, é impossível o binómio de um ser autêntico e um ser funcional. Para a avistar, contudo, exige-se apenas que se escolha um caminho e que por ele se seja responsável. Exige-se porque se pode, cada um que pique as pedras como lhe convir.

Laura Nadar

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