segunda-feira, 9 de julho de 2007

Iraque: general yankee encoraja Democratas a fazerem ultimato a GW Bush

Antigo militar do staff de Jimmy Carter aconselha retirada de tropas da antiga Mesopotâmia como medida de ética e de justiça militar. "GW Bush recusa-se obstinadamente a admitir a derrota", frisa William E. Odom num texto divulgado pelo Truthout.Com. Ler aqui na íntegra...

A longa derrapagem e degenerescência político-moral de GW. Bush está à vista de todos. Só que os jogos políticos e o aproximar das Primárias no partido Democrático para a escolha do candidato presidencial estão a impedir que a maioria democrática tome as medidas fundamentais para evitar uma derrota desonrosa no Iraque. O antigo adido militar do secretário de Estado de Carter, William Odom, teve a coragem de exortar os membros da maioria do poder legislativo USA a ultimarem GW Bush a iniciar a retirada do Iraque. Caso contrário, frisa, devem levantar-lhe um processo de "Impedimento" de funções, porque " o comportamento presidencial constitui seguramente um alto crime face à impressionante perda de vida de soldados e marines, vítimas da prossecução de interesses meramente pessoais " do Pr. norte-americano.

O antigo general, expert na Contra-Informação, diz que os Democratas têm perdido no Congresso todas as batalhas para forçarem GW Bush a retirar as tropas do Iraque. Ele diz que Bush os enrola com a definição, que os "perturba", de "tomar conta das tropas", onde um serôdio e equívoco nacionalismo os forçam a deixar continuar a guerra. " A definição de GW Bush é um erro terrível " diz William Odom, "tomando em consideração o que ele obriga a suportar às forças armadas". Um tempo muito longo de missão no terreno de luta.

"Nunca as forças armadas USA foram constrangidas a permanecer num combate prolongado como agora no Iraque. Na Segunda Guerra Mundial, os soldados estavam considerados exaustos depois de 180 dias na linha da frente. Eram retirados para repouso várias vezes. Além disso, semanas a fio, largos sectores da frente de combate estavam calmos, proporcionando momentos de reabilitação física e psíquica. Durante alguns períodos na Guerra da Coreia, as unidades militares tiveram de permanecer em combate mas nunca por um período superior a 365 dias. No Vietname, a rotação das tropas era anual e o combate tinha tempos de significativas paragens", explica.

No Iraque, os soldados americanos permanecem progressivamente em combate, dia após dia, durante mais de um ano, com apenas 15 dias de repouso. Sujeitos "ao confronto quotidiano com o espectro da morte, a perda de membros ou da vista, ou de outras terríveis sequelas". "O impacto psíquico de tais efeitos produz, eventualmente, o que agora se apelida de anomalias originadas por um stress pós-traumático, que origina uma perda de capacidade no militar, o que pode estar na origem das matanças que ele comete. Este tipo de acções só se torna realidade meio ano após a presença do militar nas frentes de guerra no Iraque", analisa.

FAR

2 comentários:

Pitigrili disse...

Salvo erro, as tropas americanas ainda estão na Coreia, na Alemanha, no Japáo. Já não aos tiros, claro, mas preparadas para tal.
Torço sempre o nariz cada vez que me aparece pela frente um general do Jimmy Carter. Foram esses generais que prepararam uma operação de resgate dos reféns no Irão, em que os aviões chocaram contra os helicópteros, ninguém se entendia e morreu tudo... É de profissionais!

Anónimo disse...

Este take do fabuloso Truthout.Com abria anteontem a salva de morteiros da Imprensa norte-americana credível sobre o pântano iraquiano( e não só...), que se avoluma e torna envenenadas todas as geopolíticas da zona mais sensível e rica do Universo. Aliàs, as civilizações do Indico e do Pacífico, com a coorte de colónias e ex-Impérios, dominam hoje a cena mundial, do ponto de vista económico e cultural. Ontem, o NY Times trazia vários artigos sobre a forma anacrónica, bestial e primária como Bush/ Cheney conduziram o maior Exército do Mundo para tal impasse. Portanto, os generais de Carter e de Clinton foram sempre melhores do que estes profissionais da morte engajados por Rumsfeld sabe-se lá para quê! Para vermos como a Imprensa europeia de referência trabalha: ontem o Le Monde trazia uma referência ao editorial do N.Y. Times onde se alertava para a necessidade de se proceder à redução das FA dos USA no Iraque como primeiro paso para a efectiva
desmobilização e retirada. FAR