quinta-feira, 12 de julho de 2007

A democracia real e a democracia utópica

Em primeiro lugar, isto é uma bela merda, dos bloggers e dos googles, não me permitem postar em nome próprio. O capitalismo no seu esplendor internetico.

Não acredito na democracia. Vou destruir o mundo intelectualmente. Até não sobrar pedra sobre pedra. Antes de vós, também os marxistas, outra cambada de ingénuos, acreditava no socialismo real. O outro, chamavam-no de "socialismo utópico". Mas agora, ainda é pior: acreditam na democracia utópica, e não percebem que isto não passa da democracia real. Esta coisa miserável a acontecer, que sacrifica as pessoas, que nos sacrifica a todos, tem um nome, Democracia. Mas acredita-se que a democracia é outra coisa: a democracia utópica. Que cambada de ingénuos.

João Carapinha

13 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Em democracia, o melhor é trabalhar nas assembleias de voto. Come-se bolas de Berlim, saca-se namoradas e até podemos ser contactados para uma entrevista inteligente para um canal de televisão.

Ana Cristina Leonardo disse...

«O estado em que vivemos é o verdadeiro apocalipse: um apocalipse estável», escreveu o impagável Karl Kraus. A prova que tinha razão é que escreveu isto há quase um século e ainda cá continuamos a comer bolas de berlim

Táxi Pluvioso disse...

Mas não perdemos a virgindade através da sábia mulher de Santo Agostinho.

"Parfois une sage-femme, en inspectant de la main la virginité d'une jeune fille, soit malice ou maladresse, ou malheur, la lui a fait perdre" in Santo Agostinho "A cidade de Deus". Estou com preguiça para traduzir. Mas se for mesmo necessário meto mãos à obra.

joãoeduardoseverino disse...

a democracia é uma estúpida que vai para Monsanto abrir as pernas a todos os que mamam nos gabinetes do governo e que depois lhe espetam a faca nas costas...

Ana Cristina Leonardo disse...

A sábia mulher era uma simples parteira, não sejamos mais maliciosos do que o próprio santo que quis ser santo, mas não demasiado cedo. e agora perdi-me no que toca à democracia embora, ao contrário de betty, a ache uma senhora bastante respeitável.

Anónimo disse...

Não acredito que o mal seja só da Democracia. Portugal ainda sofre de doenças sociais, administrativas, judiciais e outras, da ditadura. Não se curam, por
incapacidade ou falta de vontade? Perdi-me... mas
deixem lá estar a Democracia
em paz e convenhamos que as
Ditaduras não têm graça nenhuma.

Anónimo disse...

João Carapinha: Anda muito céptico e activo contra a filosofia do malbaratismo!!!. Olhe que tudo é preciso, meu caro. Como dizia o Musil," não é talvez sem razão que,nas épocas cujo espírito se assemelha a um campo de feira, o papel da antitese seja atribuido a certos poetas que nada têm a ver com o seu tempo. Eles não se sujam com os pensamentos actuais, produzem uma espécie de poesia pura e falam aos seus adeptos o dialecto morto da grandeza ". Havemos de nos encontrar, em breve, ok? FAR

Ana Cristina Leonardo disse...

Kraus era um poeta muito sujo e o próprio Agostinho tem muito que se lhe diga

Manuel Neves disse...

«O estado em que vivemos é o verdadeiro apocalipse: um apocalipse estável», escreveu o impagável Karl Kraus. A prova que tinha razão é que escreveu isto há quase um século e ainda cá continuamos a comer bolas de berlim

Por acaso, os 2 milhões de pessoas que morrem por ano de malária(1 milhão com menos de 5 anos), doença prevenível, porventura não gostam tanto desta "democracia" nem chegam a comer bolas de berlim.

Ana Cristina Leonardo disse...

Essa realidade trágica não desmente Kraus, pelo contrário, dá-lhe razão para falar de apocalipse. Estável, porque, apesar de existir, a verdade é que nós continuamos a comer bolas de berlim... e a trocar posts. Além de que me parece abusivo responsabilizar a democracia por a malária não ser prevenida. Mais a indústria farmacêutica e os governos locais, não? É que, às tantas, as palavras perdem sentido, no que se inclui os nomes próprios dos mortos, que têm sempre nome.

Anónimo disse...

Democracia ou Morte! O textinho do João Carapinha questiona-nos aterradoramente. Se bem que o tenha produzido com interferências nitidamente cépticas post-socráticas, ele que gosta tanto de pensar como(com) eles. Ora, as questões são outras, meu caro, é que estamos no séc.XXI , há o fim das ideologias no horizonte e os terríveis desafios( mortais) da tecno-ciência, tudo isto num enquadramento histórico marcado pelo fim do totalitarismo soviético.Aqui, o Castoriadis, torna-se imprescindível para nos ajudar a pensar: " O sentido pré-determinado é a heteronomia.Uma sociedade autónoma, verdadeiramente democrática, é uma sociedade que questiona qualquer sentido pre-determinado e na qual, por isso mesmo, se liberta a criação de novos significados" E ainda: " O que é precisamente característico da história greco-ocidental é a ruptura, o questionamento dos significados, das instituições, das representações estabelecidas pela tribo;essa ruptura é acompanhada pelo projecto de autonomia social e individual e, portanto, pelas ideias de liberdade e de igualdade, de auto-governação das colectividades e dos direitos dos individuos, da DEMOCRACIA e DA FILOSOFIA ". Salut, john. FAR

Anónimo disse...

A Biblio. do fabuloso Castoriadis assinalada no texto anterior relaciona-se com dois livros: " Domaines de L´Homme, que é capaz de estar já em Poche chez Seuil-Points; e o "A Subida da Insignificância", este publicado já há uns anitos em Portugal. Salut! FAR

Anónimo disse...

A democracia real, ainda é um ideal não atingível e, até então, não existe no mundo sistema algum que sirva de base, regra ou senso de comparação para avaliação de plena e verdadeira democracia.
Os processos de democracia são diversificados, e refletem a vida política, social e cultural de cada nação. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes - pois, não existe modelo autêntico, forma perfeita, plena ou exemplar de Democracia no mundo e, nem existe modelo único que sirva para todas as regiões e todos os países.
Ainda não existe "democracia plena, exemplar e verdadeira” - esse belo rótulo em que alguns países se qualificam de os campeões de “Democracia”.
Todas as nações devem ser livres, soberanas e independentes de qualquer ingerência imperialista; para projetarem e construírem o processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento ou realidades sociais, culturais, politicas e econômicas - na pretensão sempre de assegurar a soberania e independência nacional.
Portanto, a vontade da absoluta maioria de um povo em mudar e defender um ideal, que atenda aos interesses ou anseios da maior parte da população, também pode constituir-se como um processo de liberdade e democracia, no momento em que acontece quando dezenas de milhões de pessoas chegam a conclusão de que não se pode continuar a viver assim e, dessa forma, escolhem o caminho da revolução social de libertação nacional.