
(Imagem encontrada em cadetral.weblog.com)
Quem lê Poesia, sabe: existem três grandes poetas portugueses neste século (xx) -- Pessoa, Jorge de Sena e Mário Cesariny. Se entrevistei J Sena em Paris e tentei entrevistar o H. Helder na Brasileira, lá só conheci o secretário do grande poeta e pintor hoje desaparecido. A sua poesia obtém-se por decantação e, como escreveu Jorge de Sena, um dos seus mais fantásticos críticos incondicionais, " se bem que tendendo sempre para uma espécie de autodestruição, esta poesia culmina, nos seus melhores momentos, em admiráveis explosões de lirismo desesperadamente erótico.". Justamente, sobre a mediação fusional das linguagens, da poesia, da pintura e da filosofia, tudo se torna mais fulgurante nesta nótula de MC Vasconcelos sobre Helena Vieira da Silva: "Como a neve intocada, fixa à mais alta montanha, ou como a neve negra das cidades no chão do trânsito humano, os brancos e os cinzas de Vieira, sinais do que já foi ou apenas dará o imarcescível. Mesmo os negros funcionam como luz violentada, azul interceptado, clareira destruída, algo como a pureza tomando o seu banho de lama. Seu, M.C. ".

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FAR
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