segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Contos do Outono .2

Já vos tinha contado que a minha nova madrasta saiu de uma fairy-tale. O daddy anda feliz. No entanto não vos tinha dito tudo sobre os amigos de meu pai. Cambada de perversos polimorfos, como diria o doutor Freud. E, isto do blogue tem sido um ver se te avias. Ele há o correspondente de Washington que é antieuropeu. O André que é anarquista responsável. O FAR sempre ao serviço da revolução mundial. Os comunas que entraram, saíram, ficaram. Os nostálgicos do Ultramar. Os fotógrafos para os mais variados gostos. A malta da pintura dos mais variados tons. Os críticos, especialistas em tudo, Landru e Parcídio. As viúvas tipo Amélia e Maria João. Os gajos que se chatearam. A malta que entrou. O JSP. O Maturino. Os cus do Salvado. Eu sei lá. Vocês sabem-na toda. Mas confesso que a confissão da Diva ao Frisó me espantou. Há quem se apresente como transformista, só para chocar a criançada, que aliás acha piada a tudo. Agora, contar memórias assim? O meu pai diz que a escrita do amigo foi para atender à musa. Confesso que, para mim, não há fairy-tale, nem musa, que resista a esta realidade. Temo por eles. Temo por meu pai. A minha madrasta vai fugir. Serão, pai e madrasta, também perversos polimorfos? Que confusão reina aqui!

Josina MacAdam

3 comentários:

Anónimo disse...

Mind the Gap, Armando...

Anónimo disse...

A Josina MacAdam e verdadeiramente espantosa. Cabecinha perfeita,extravagante beleza e sentido politico muito apurado. Ando a comecar a ler o" Amor e Amizade ", de Allan Bloom, a quem Saul Bellow dedicou um dos seus ultimos romances. Estou na Biblioteca: por isso nao lhe envio uma citacao admiravel. Avanti, Josina!!! FAR

Anónimo disse...

Os polimorfos são formas criatalinas e essa malta é muito matéria amorfa.