Vou postar um escrito que me acaba de chegar, endereçado por um tal Jossélio Pires da Fonseca:
" Aqui estou, completamente transido.
Lixaram-me, pá. Não estou em Helsínquia, porra nenhuma! É um raio de um sítio com um nome que ninguém consegue dizer sem sentir vómitos!
A escola é dirigida por uma senhora de cabelos pretos e com um risco no lugar dos lábios, anda sempre acompanhada por dois maduros: um careca e um tipo com ar de dono de bar de alterne.
Fui vítima de 'buling' (não sei bem se é assim que se escreve...). Uns gajos começaram a dizer que eu acreditava que o Sócrates era socialista e de esquerda e depois punham-se a rir e a fazer sinais com a mão na frente dos olhos, o que queria dizer que eu era ceguinho.
Além disso, a directora entregou-me um questionário que eu reproduzo:
1. O menino é professor?
2. Se respondeu não, acaso tenciona ser professor?
3. Se responeu sim à questão anterior, sabe o que é que o espera?
4. Era capaz de recusar-se a fazer uma aula de substituição?
5. Não responde? Quero lá saber, isto era só um 'pro forma', o que conta é a minha vontade. Ah, ah, ah...
Por favor, tirem-me daqui.
Jossélio "
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