segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Black Diamond


Wegue Wegue. Buraka Som Sistema

Mais do que máquinas precisamos de humanidade !!

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar todos, se possível, judeus, gentios… negros… brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo, não para o seu infortúnio. Por que temos de nos odiar e desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas sentimo-nos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Os nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."


Charles Chaplin
Discurso proferido no final do filme “O Grande Ditador”

Sinais


Desenho Maturino Galvão

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SOS

Detesto ver aviltada a iniciativa Magalhães e não me apoquentam os desequilíbrios da incorporação nacional. Ao abrigo do princípio segundo o qual um tuga que por fatalidade deixe uma perna debaixo de um combóio e a substitua por uma prótese, por exemplo neutro, made in Switzerland, continua a ser português de grei e lei. Considere-se que a oficinagem biónica prossegue...quando é que o nosso reconstituído deixa de ser Tuga? Ah!!!!! A Alma Lusitana.Portanto, o que importa é a alma do Magalhães, e essa é portuguesa concerteza, uma mistura de chouriço e canivete suíço.O que distingue o Magalhães não é a casca grossa, quasi indestrutível, ou o software básico, ou a opção decorativa. O que o diferencia dos outros indigentes é adptabilidade, as multifunções. Um Magalhães é uma mónada, um prodígio quântico, um ça-va-seul.Conforme a corrente a que estiver ligado, o Magalhães é correio, é leitor, analisa, improvisa, recolhe o lixo, escalfa um ovo, navega, é fácil de arrumar, passa a ferro e entretém. Antes havia Deus, agora temos o Magalhães.O mundo treme antecipando nova cruzada marítima do Homo Taganus. Os Oliveira da Figueira desembarcando nos locais mais exóticos e mais desenvolvidos, por isso mesmo, de Magalhães desfraldado e nota na mão. Atão, não há happy hour?Desiludam-se, porém, aqueles que vêem no Magalhães um instrumento igualitário e fabiano ou um comunismo a la japonaise. O Magalhães não é chaplinesco, detesta marchas de diferentes fingindo de iguais. O Magalhães é o futuro habitante de Portugal.Cada exemplar, e creio serão distribuídos dez milhões, está programado para trocar de lugar com o proprietário/utilizador que lhe calhou na rifa. Amanhã, exultem, o Chiado regurgita de Magalhães com Silvas e Marias a tiracolo.Eu voto Magalhães, e bocê?

PS: Podem mandar-me um Magalhães e um exemplar do livro “Mudar de Vida”de Luís Marques Mendes. E uma foto da Cabra Velha.

JSP

Sinais


Desenho Maturino Galvão

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sinais


Desenho Maturino Galvão

Da democratização da informática


O Magalhães

Vinda de onde vem — políticos com sensibilidade às novas tecnologias, jornalistas, bloggers da direita, etc.; e nem todos são tontos — a campanha contra o computador Magalhães roça o irracional. O governo faz propaganda? É evidente que sim. Que outro governo não faria? A introdução do Magalhães na rede de ensino é uma medida de indiscutível alcance? É evidente que sim. O busílis está em que Sócrates se lembrou, e eles não. Tão simples como isto. Saber se o computador é 100% português (e já agora gostava que me indicassem um computador 100% americano, japonês, inglês, coreano, alemão, indiano ou chinês) ou resultado de parcerias, não lhe retira eficácia. O tour dos ministros era dispensável? Eu acho que sim, mas eu não faço política. O PSD teria feito exactamente o mesmo se, sendo governo, os seus ideólogos tivessem força (não teriam) para impor a distribuição de computadores nos termos actuais. O clamor da oposição é directamente proporcional à mudança de paradigma. Portugal não se resume aos meninos da alta classe média cujos papás podem pagar tecnologia de ponta. Porque os da média-média têm sérias dificuldades. E os outros simplesmente não podem (nunca puderam). O que é espantoso é que a democratização da informática, hoje, provoque sobressalto idêntico ao que teria provocado, há cem anos, uma campanha de alfabetização em massa. O resto é cantiga.


Com a devida vénia ao Eduardo Pitta

terça-feira, 23 de setembro de 2008

sábado, 20 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Homenagem ao Pintor Luís Ralha

Exposição Colectiva de Artes Plásticas da Associação de Artistas
Plásticos do Concelho de V. F. X., com Recital de Flauta e Cravo (OML)
Com um Recital de Flauta e Cravo (no âmbito do Protocolo celebrado com
a Associação Música Educação e Cultura | Orquestra Metropolitana de
Lisboa) e Homenagem ao Pintor Luís Ralha

Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira
Inauguração dia 20 de Setembro - 18h00
Até 19 de Outubro
Horário: 3ª a 6ª feira das 14h às 19h;
Sábado e Domingo das 15h às 19h;
Encerra às 2as feiras e feriados.


Pintura Luís Ralha

Miss Cabra Velha

Para ajudar a formar a opinião dos indecisos, e dispensá-los dos debates televisivos, poucos, entre candidatos a P e a VP, propomos que seja apenas avaliada a componente feminina envolvida nos tickets do Burro e do Elefante.
Comecemos pela dupla democrata. A senhora de Obama vence em todas as categorias, menos em beleza. A senhora Biden ganha em beleza a anteriori e em ‘casal moderno’. O senador do Delaware (minúsculo e discreto estado que é de facto a maior e melhor institucionalizada operação global de money laundering) já foi conhecido pelo seu segundo nome, aquele que se segue ao varão Joseph: ROBINETTE.
A mulher do candidato REP, Cindy (McCain), ganhou o prémio Taxidermia 1912 e aparentemente não fala.
Por fim, Sarah Palin, a governadora do Alaska - já lá iremos ao frost bite -, não perde no confronto com todas as ‘professoras’ do cinema porno de LA.
Pelo que, perdoar-me-á a Meditação na Pastelaria, perde relevância o pensamento da Hockey Mom. (Uma boa dica para os produtores da Vivid e outras grandes casas cinematográficas da Costa Oeste).
Recomendando o excelente post sobre o Alaska, in Meditação na Pastelaria, aproveitava para contrapor com a impossibilidade de aquele gigante gelado se assumir como reserva, nem mesmo simbólica, de sanidade ou refúgio da insanidade global. Percebeu-o o Chaplin na Corrida do Ouro em Klondike e, melhor ainda, o brilhante Michael Chabon em “The Yiddish Policemen’s Union”: uma estória alternativa noir que está sendo passada à tela pelos irmãos Cohen.
Recomendamo-lo. Pesem embora os défices de conhecimento de Iddiche e Hebreu e, no nosso caso, do horrendo vício do Xadrez. Que é onde vamos parar se continuarmos a escrever estas merdas.

JSP

Uma outra visão para o que é o Homem

Um mimo aos dias de hoje..

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Moçambique na P4 Gallery

José Cabral, Untitled, Tete 1993
Sérgio Santimano, Cóbwè - Lago Niassa 2002
As imagens acima podem ser compradas online na P4 Gallery. Ao vivo, pode-se visitar a exposição "Terra Incógnita", de Sérgio Santimano, até 8 de Outubro na sede da P4 em Lisboa. E já no próximo dia 20, no mesmo local, Sérgio Santimano estará frente a frente com Alexandre Pomar na Rua dos Navegantes, 16.

Sinais


Desenho Maturino Galvão

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Wen Jiabao relê Marco Aurélio

De acordo com o diário de Hong Kong “South China Morning Post”, citando a imprensa do Continente, o livro de cabeceira do PM chinês Wen Jiabao é nada mais nada menos do que o conjunto de pensamentos do estóico Marco Aurélio. Wen revelou que já leu as “Meditações” do imperador-filósofo “mais de uma centena de vezes”.
Este Primeiro-Ministro goza de elevados índices de empatia junto do little people, que o considera como o rosto humano de um regime...obstinado. Pois, o “2+2=5” não recomenda. É muito deprimente, embora a passos IV possamos ler, mais ou menos exactamente, ‘The Universe is Transformation: Life is Opinion”. Daí a forma popular... até parece que está vivo. Lá está, uma opinião, nada mais do que isso. Também poderíamos dizer, até parece que está morto.
Como não pretendemos acirrar ânimos, estimular acrimónias, sugerimos, a jeito de pausa na transformação da realidade e na construção de uma sociedade sem classe, um tema cómico: as peripécias do suicídio atribulado de Séneca. Assim como que um encontro entre a "Madame Bovary", o seriado de Alex Cross, "O Inquilino" de Polansky, o Pierre Richard de "L’Emmerdeur", o inestimável contributo filosófico de Chuck Norris - recomendo vivamente a leitura da última postagem no Táxi Pluvioso - e a estética do primeiro Hugh Hefner. Se não estiverem para ler estas merdas, há sempre a colecção encadernada da revista Gina e a jouissance de soi-même.
Infelizmente, este ano não nos foi possível comparecer na tradicional Universidade de Verão do British Bar, razão porque faltámos com o contributo para as eleições nos EUA. Fica para outra oportunidade, mas sempre se sublinha que, muito excepcionalmente, gostaríamos de ver o democrata Obama na Casa Branca e o republicano McCain na Sanzala. Valerá pena recordar o paradoxo que suporta o bipartidarismo (Burro vs Elefante) do sistema USA: nem todos os democratas são burros, mas está provado que todos os burros são democratas. Pois se soubermos que a escolha do Burro e do Elefante como símbolos, respectivamente, não enganar, dos Democratas e dos Republicanos, se deve ao cartonista político Thomas Nast, não nos deixaremos perturbar com a sujeira das campanhas. Nasty. Justificando o pluralismo que anima este blogue, incansavelmente resguardado pelo webmaster Rocheteau, aqui deixamos a defesa do GOP, o GOP de William Buckley, e a promessa de não revelar os motivos de esta excepcional transferência para o eleitorado simbólico de BHO. Palavra de Mugabe. Valeu?

Einstein no Teatro Extremo

A peça sobre a vida e obra do físico mais famoso do que os Beatles, assinada por Gabriel Emanuel, está em cena em Almada entre 19 de Set. e 19 de Out.
Manhãs e tardes de 4ªs e 5ªs para grupos organizados, em horário a combinar; 6ªs, às 21h 30m; Sábados às 21h 30m e Domingos às 16h.
Grupos escolares: 3 euros (entrada gratuita para professores); Público em geral: 5 euros
Teatro Extremo: R. Serpa Pinto, nº 16, Almada. Reservas: Tel: 21 272 36 60

A Dança da Serpente

A última criação de Bruno Schiappa, de novo com textos do próprio, abre a temporada de 2008/9 da Sala Estúdio do Teatro da Trindade. Um espectáculo fortemente interpelativo, como é habitual em Bruno Schiappa, cujo último trabalho, "(I)mortal", mereceu a distinção dos prémios Guia dos Teatro para o melhor espectáculo a solo 2007. Bruno Schiappa despede-se, assim, dos monólogos de criação pessoal.
SALA ESTÚDIO: 18 Setembro a 11 Outubro / / 4ª a Sábado: 22h00
Preço: 8€; Desconto de 30%: Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores c/+ de 65 anos
Bilheteira: Tel.: 21 342 00 00

Sinais


Desenho Maturino Galvão

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Na rentrée escolar


O grande arco do conservadorismo, da esquerda à direita

Lutar contra as desigualdades num país como Portugal é difícil. Para além das dinâmicas de equilíbrio negativo que as sustentam de modo quase semi-automático, grande parte das elites económicas, políticas, profissionais, jornalísticas, etc., só se lembra delas quando se trata de acusar um qualquer governo de incompetência. Nos restantes 300 e tal dias do ano, as desigualdades não trazem grande mal ao mundo. Pelo contrário, permitem ter acesso a produtos e serviços a preços baixos.

Mas é ainda mais difícil lutar contra elas quando agentes altamente qualificados que deviam ter a luta contra as desigualdades no topo, senão da sua agenda, pelo menos da sua preocupação ou sensibilidade, desvalorizam mudanças em processos absolutamente essenciais no mecanismo de reprodução das (ou luta contra as) desigualdades.

Falo, neste caso específico, dos resultados escolares. Para estes agentes, quando os resultados melhoram - e os dados mais recentes mostram que melhoraram -, são "artificiais", ou não merecem "credibilidade", ou são para "inglês ver", ou são "propaganda", ou...ou....

Estes são, recordo ingenuamente, os mesmos resultados escolares que, quando generalizadamente negativos, punem as crianças os jovens, e definem o seu futuro de forma precoce. São os mesmos resultados que, quando generalizadamente negativos, reproduzem ou reforçam a pobreza e as desigualdades, privando as crianças e os jovens de um futuro diferente do dos seus pais. São os mesmos resultados escolares que ajudam a que Portugal exiba - no dia da publicação do enésimo relatório internacional sobre educação que sublinha este problema - um défice quase escandaloso de qualificações nas comparações internacionais.

Mas, suponho, com isto, não parece haver grande problema. O problema mesmo é quando os resultados melhoram. Ora, não, não, isso é que não pode ser! Que isso permita às crianças e jovens outros horizontes escolares e profissionais - e, convém lembrar, ao país - é, parece, absolutamente irrelevante.

Apetece-me dizer que, entre acabar com a retenção e o insucesso escolar e acabar com a OCDE, imagino que muitos escolhessem a segunda hipótese. Ficávamos a saber um bocadinho menos do mundo, mas seguramente mais reconfortados na luta pela "exigência" da educação e contra o "facilitismo" e a "propaganda".

A luta contra as desigualdades é também uma luta contra o conservadorismo - de esquerda e de direita. Para quem sofre as suas consequências, que ele seja de esquerda ou de direita é, afinal de contas, irrelevante.


Faço uma vénia ao Hugo Mendes

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Do uso dos olhos

Aveiro


Foto:G.Ludovice

Concertos no Século

Enxobregas

Da Aroeira para a Costa de Caparica está projectada uma estrada (cujas obras terão começadp às escondidas!?).
Ao que parece, actualmente, a Câmara Municipal de Almada e o Instituto de Conservação da Natureza estão de acordo quanto à implementação do projecto. Todavia, há uns poucos anos atrás, a situação era diferente, tendo-se vencido a guerra contra tal crime ambiental.
Mas, agora, aí estão de novo os olhões da especulação imobiliária. Ávidos, como sempre.
Alinda-se a frente de mar da Costa de Caparica com o POLIS, contudo, a seu coberto, destrói-se uma das mais importantes áreas verdes da Área Metropolitana de Lisboa.
Não teremos de, mais uma vez, dizer NÃO?
Não temos tempo a perder.

Assim vai o mundo!



HORTAS DA COSTA DE CAPARICA

“Polas hortas d ´Enxobregas”
Nos falaste, ó Miranda,
De “rousinos asoviadores”. (1)

E pelas hortas da Costa
Eu te digo, Maria Emília,
(E a muitos outros),
Que não vai passar a pista
Que desejas, na tua visão,
De desenvolvimento sustentado.

Não, não vai ficar parado,
Isso te garanto eu,
O pessoal acordou.

Por lá não há rouxinóis
Mas há outra bicharada.
E couves, cenouras e nabos
E muitas outras plantinhas:
Umas já domesticadas
Outras reles, daninhas,
Que tu nem sequer conheces.

Mas eu à beira delas nasci. E cresci.
Mais longe, não foi por aqui.

Enquanto houver uma só cana ao vento
Não dormes, Maria Emília, em sossego.
Também nós não dormiremos:
Muitos já bem acordados,
Daremos as mãos, te asseguro,
Contra ventos e marés.

Não, não vais ganhar esta guerra.
Que vai ser dura, muito dura,
Mas não penses que ela vai ser
Como a do MST. (2)

A pista nem é largota
E é obra do (des)Governo.
Mas não vais estar ao lado
De qualquer pândego corta-fitas
Batendo palmas, contente,
Com o desenvolvimento sustentado.

Não vai haver infiltrados
Para estragar o estrugido
Nem outros feitos patetas.
Porque, se aparecer algum,
Logo será reconhecido.
E mandamo-lo assobiar
Como os rouxinóis de Enxobregas.

Rouxinóis de Enxobregas
Peço-vos, a sério, perdão,
Porque os vossos assobios
Nada têm de comum
Com os dos rouxinóis dos patetas.

Não, ninguém vai fugir de medo.

Meditando a pensar a perda e o ganho
Com o tempo acabamos por descobrir
Que valeu a pena não fugir:
Tu… aos trambolhões; eu… cá me amanho.

Amen.

Almerinda Teixeira
Costa da Caparica, praia da Cabana do Pescador, 21 de Julho de 2008

(1) Sá de Miranda – Carta a António Pereira, senhor de Basto, quando partiu para a corte.

Enxobregas: Xabregas, pois claro.

(2) Metropolitano ligeiro da margem sul do Tejo.

Sinais


Desenho Maturino Galvão

Onda Jazz

No regresso das férias não podemos deixar de publicar esta Carta Aberta e de caminho assinalar o novo endereço do Chuinga

O Ondajazz está encerrado...
Devemos uma explicação a todos os que nos apoiaram até hoje, a todos os que acreditam em nós e queremos denunciar a injustiça de que estamos a ser vítimas...

Os estabelecimentos de Restauração e Bebidas em Lisboa só podem funcionar, segundo a lei, com uma Licença de Utilização emitida pela Câmara Municipal de Lisboa.
Todos os estabelecimentos fazem esse pedido. E todos ficam a espera "ad eternae"...

A Câmara Municipal de Lisboa sabe.
Por isso, também fecha os olhos quando os estabelecimentos estão em funcionamento apenas com o pedido de licenciamento...
Ondajazz fez o seu em Agosto de 2004. Hoje, continua a espera...

Há UMA ÚNICA pessoa que, vivendo na proximidade do Ondajazz e por razões que desconhecemos, resolveu fazer guerra contra tudo e todos que estão a sua volta.
Passámos a ser alvo do seu ódio sem nunca percebermos a razão. Resolveu multiplicar as queixas contra nós até chegar à Provedoria da Justiça que fez toda a pressão junto dos organismos competentes para fechar o nosso estabelecimento. Por causa das queixas... De UMA pessoa. Mas o que nos obriga a fechar, é a falta de Licença de Utilização!

De salientar que, pelo facto de não termos Licença, também não temos o direito de provar que as queixas não têm fundamento.
Consideramos o sistema responsável de um crime contra um espaço que vive no centro de Lisboa e que deu, até hoje, mais de 750 concertos.

Contamos com a extrema simpatia de todos os que vivem e trabalham junto do Ondajazz e que já testemunharam que o nosso espaço não incomoda ninguém. Contamos também com os esforços da Câmara Municipal de Lisboa para acelerar o mais possível o processo para remediar uma situação causada por ela.

Tentaremos provar junto da Provedoria da Justiça que a queixa não tem fundamento.

O Ondajazz abriu, acreditando na partilha das emoções, das diferenças e da criatividade.
A administração fechou o Ondajazz com indiferença e inactividade.

O Ondajazz tem sido um espaço com uma programação musical de qualidade, tendo-se tornado uma referência incontornável do Jazz e da Música do Mundo da nossa cidade, sempre com um excelente ambiente criado pelas pessoas que aqui vêm, pela música, pela onda que passa...

Pedimos a todos os que apoiam o nosso projecto, a todos os que acreditam em nós e que entendem que um espaço como o Ondajazz faz falta à Cidade de Lisboa, que nos enviem um email onde, à sua maneira, dêem o seu testemunho, de forma a juntar a um manifesto que queremos entregar a todos os organismos susceptíveis de intervir por nós.
Agradecemos a todos o apoio que nos têm dado nestes dias difíceis.

Pode enviar o seu email para corinne@ondajazz.com
Se desejar só deixar o seu nome, pode fazê-lo respondendo para este mesmo email com o assunto "CARTA ABERTA".

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sinais


Desenho de Maturino Galvão

(O) Monstro de Estugarda

Dizem que o Fantasma tem mais de 400 anos. Dizem. E nós dizemos, avisamos, que o Monstro de Estugarda está refugiado no Portucale...quiçá congeminando novos crimes. Achtung!

As autoridades policiais de Estugarda, esgotadas de procurar e não encontrar, resolveram pura e simplesmente negar a existência deste Zelig criminal, atribuindo a criação deste mito Série B às alterações climáticas e à reunificação alemã. Uma explicação que não convence, mas já se sabe que as bófias- um ‘universal’ segundo a doutrina do Táxi Pluvioso- têm pouca imaginação. Humor, um pouco mais.

O “2+2=5” teve acesso a parte, insuficiente, do dossiê secreto da Polizei, onde, sob o intrigante genérico de ÉCS-FÓLIO MONSTRO AVANTI, se encontram algumas pistas que podem conduzir à identificação do Homem Invisível de Estugarda. Que ele existe, existe, como às bruxas de Caldéron andam por aí.

De acordo com o écs-fólio, o senhor F- vamos abreviá-lo deste modo- poderá ser filho ex-vitro de Andreas (Baader) e Ulrike (noInhofe), prolongando a actividade numa fracção do Exército Vermelho, especializada em armas inócuas e soft power. F invejava o doutor Mengele e a aristocracia penitente. Desloca-se num vistoso Trabant laranja e arenga às massas: AVANTI, AVANTI, AVANTI, hoje a Suábia, amanhã Setúbal e pelo Rio SADE acima.

No supracitado dossiê da bófia estugardense, mais precisamente, nos capítulos clínicos, existe uma referência gralhada à Afasia. Aphatos.

“Loss of the ability to produce and/or comprehend language…Depending on the area and extent of the damage, someone suffering from aphasia may be able to speak but not write, or vice versa”.

Apenas como nota bibliográfica fantástica, recomenda-se o Tratactus sobre a Suruma, exemplar único, encontrado no espólio mineiro de J.H. Barros. Moçambicano exilado no resto mundo, em resultado das perseguições dos Inimigos da Liberdade, Barros demonstrou que qualquer lesão cerebral na área de Broca, aquela mesmo da linguagem, pode ser ultrapassada com o consumo moderado, médico, assistido, de Suruma. Ou seus heterónimos.

Bom, de regresso ao Senhor F. A bófia de Estugarda, seja prestada a devida vénia, não se poupou a esforços para chegar ao pelo do Monstro. Tanto assim é que, no derradeiro parágrafo do dossiê, os investigadores admitem ter circunscrito nos 500.001 habitantes da área metropolitana, o subgrupo em que F está dissimulado: 6 anões, 4 bófias and lots and lots of scientologists. Como diria o Padre António Vieira, venha o diabo e escolha. “Sehr cool! Der artist ist klasse! Die ziehen ja in Suddeutschland hren psychatrie-bullshit echt konsequent durch”.

Pedimos desculpa, mas não segue traduzido porque nos roubaram o dicionário trilingue- germão, saxão, tugão-, publicado em 1943 pelo filólogo luso-britânico, e Ás da RAF, Major (Jaime Eduardo de Cook) (e) Alvega.

Entretanto, o “2+2=5” apurou que a nossa bófia, sim, tantas vezes objecto de acusações de preguiça e desvalor, já topou com o Senhor F. Pelo menos, sabe quem ataca, como ataca, onde ataca. Ataca na blogosfera, segundo a mais moderna comPOSTagem de resíduos e assina geralmente FAR, FER, FIR, FOR ou FUR, ou um dos seus heterónimos: Croquete e Batatinha!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

É proibido fumar


Roberto Carlos

Sinais


Desenho Maturino Galvão

Dos helicópteros no Verão

Portugal é tirado a papel químico de Bangville, na paisagem, na arquitectura dos edifícios, nas pessoas e na incisiva actuação policial. No dia 22 Agosto de 2008, entre as 20:00 e as 02:00, a PSP efectuou uma “operação especial de prevenção criminal” na Quinta do Mocho e na Quinta da Fonte. As rusgas são normais nestas quintas mas a novidade da noite foi o helicóptero. Os polícias aprenderam um termo solene, chamam-lhe “meio aéreo”. Voou os céus, de um lado para o outro, com um foco para “dar projecção de visibilidade maior” aos “possíveis alvos infractores” que se acoitavam na escuridão. Foi uma “mais valia para a operação”, pois a iluminação pública, deixa muitos hiatos para perpetrar crimes. A PSP “considera um excelente resultado”, para além da sacramental cocaína / heroína / haxixe, foram apreendidas 8 armas, 9 carros, 2 armas brancas, bastões e gorros. Efectuaram 32 detenções e interpelaram 958 suspeitos de crime.
(extracto de Bangville)
Táxi Pluvioso

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sinais


Desenho Maturino Galvão

Bartolinsky Ensemble


Dia 6 de Setembro | Sábado |22:00 Horas

O Centro de Artes no Espaço «Regueirão dos Anjos» apresenta

Gonçalo Castro – baixo
José Bruno Parinha – sax (com processamento electrónico)
Paulo Henriques – bateria
Ricardo Guerra Pires – guitarra, sintetisador

Bartolinsky Ensemble foi criado em 1998 como um laboratório de experimentação na área da música improvisada. Assumiu desde logo um carácter modular, recorrendo frequentemente a outros músicos para as apresentações públicas.
Entretanto, até meados de 1999 foram realizados alguns espectáculos de rua, na baixa de Lisboa, e intervenções em saraus de poesia e teatro. Foi nessa altura que o projecto começou a explorar as possibilidades da formação em trio. Destaca-se em particular o concerto de Novembro de 1999 na “Mostra de Música Experimental” organizada pelo CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra).
Neste ciclo de concertos o Bartolinsky Ensemble traz um repertório diverso, baseado em obras de Frank Zappa, Prokofiev e Carlos Paredes, entre outros.

terça-feira, 2 de setembro de 2008