segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O 'Sacavenense' tem novo Presidente

A baixa de Sacavém ficou inundada esta manhã.
Realmente, o país inteiro acumulou nestes últimos tempos um tal volume de detritos que foi Sacavém quem acabou por pagar a factura.
Saliente-se que a, agora, cidade de Sacavém poderá ser considerada como a 'mais genuína' cidade deste Portugal dos dias de hoje, tal como o PSD é considerado como o mais 'genuíno' partido político deste país. Quanto a esta última consideração não estou bem de acordo. O que, talvez, MST quisesse escrever era que o PSD seria assim como uma agremiação recreativa das muitas que existem pelo país fora: gente que se filia porque sim, depois esquece-se e não paga as quotas, gente que conspira para tomar de assalto a Direcção, gente que frequenta a sede quando está determinada Direcção, gente que anda sempre a refilar contra qualquer Direcção mas que não tem a coragem de fundar uma nova agremiação e continua a usufruir da 'bica' mais barata e de todas as regalias que a agremiação oferece, etc. Isto, para mim, é o PSD actual. Fala-se de 'barões' aberta e despudoradamente (Marcelo dixit, ainda há poucas horas atrás...). Não se usando, uma vez mais, o termo apropriado: cacique. O que, dentro dos poderes, vai exercendo as suas influências, arrebanhando gentes que o apoiem, que o possam levar a ganhar mais poder.
Acumulando à sua volta detritos. Estão por toda a parte, minando o aparelho do Estado: na administração central, na regional e na local. Desentendem-se entre si porque têm das coisas públicas uma visão muito, muitíssimo pessoal, imensamente estreita. O que lhes interessa, acima de tudo, é a agremiação - aquele espaço que é deles, daí para fora, para um país inteiro não têm ideias, nem propostas, nem tão - pouco se preocupam em não tê-las.
Por isso, talvez em parte por isso se vejam um pouco por toda a parte, por esta altura, as manifestações boçais daquilo a que noutros países civilizados se chama com propriedade a Academia ou 'Alma Mater' e que aqui se dá o nome de Universidade. A entrada de novos alunos na vida académica é alvo de manifestações dignas de seres com graves atrasos mentais, os novos alunos, esses, aprovam a imbecilização a que são submetidos.
Temos, pois, um país da dimensão de Sacavém: imerso em lama e detritos.
Exijo um passaporte já!

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