domingo, 3 de junho de 2007

Liberdade para Aung San Suu Kyi !

Bill Clinton, Bush-pai, Carter, Walesa , Havel, Corazon Aquino e Thatcher de um conjunto de 58 personalidades mundiais rogam ao chefe da Junta Militar de Myanmar a libertação da líder da Oposição Democrática vencedora das eleições gerais de 1990 e Prémio Nobel da Paz

A ONG Freedom Now sediada em Washington lançou um alerta mundial contra o prolongamento da detenção arbitrária em residência da líder das forças da coligação democrática, a Liga Nacional para a Democracia, Aung San Suu Kyi, que perfaz já mais de 11 anos consecutivos, desde que a Junta Militar tomou conta do poder em 1990. Aung, com 61 anos de idade, está impossibilitada de receber visitas, correio e atender o telefone. Num artigo publicado na edição Week-End do NY Times, dois advogados da ONG protestam contra a arbitrária e funesta atitude da Junta, revelando que num primeiro tempo "os militares tentaram vender a ideia de que a líder oposicionista estava detida na sua residência como medida de protecção a seu favor...".
Myanmar, região asiática paradisíaca, está transformado pelos militares corruptos e facínoras num paraíso de produção e tráfego de ópio e heroína, sendo conhecido como o segundo maior exportador mundial a seguir à Colômbia. A corrupção e séquito de atentados humanos em série, aterradores, acompanham essa perspectiva de edificação de um narco-estado à margem de todas as leis. A Junta envolveu-se em obras faraónicas e resolveu mudar a capital para o interior da selva. Resultado: 3 mil aldeias destruídas, 800 mil pessoas deslocadas à força, 1 milhão de exilados nos Estados vizinhos e 800 mil cidadãos condenados a trabalhos forçados. 70 mil crianças estão integradas no Exército. O Inferno existe à face da terra e não só no Zimbabué ou na Coreia do Norte.

FAR



(foto de wikimedia.org/wikipedia)

3 comentários:

Anónimo disse...

MOGE, Myanmar Oil and Gas Entrepise, China, Tailândia. As recentes descobertas de reservas fabulosas de petróleo e gás em Myanmar, tornam este país paradisíaco numa coutada das potências regionais, no pior sentido possível. "Oil & Gas" à porta da China e Tailândia, práticamente sem custos de transporte e sem estar dependente de zonas politicamente instáveis como o médio oriente, é o sonho de qualquer potência. A Sra. Aung Suu Kyi representa o regresso à "instabilidade democrática",e não amiga dos negócios chorudos dos militares e da ditadura. A China irá boicoitar tudo e todos que querem o regresso à normalidade democrática e a libertação da Sra.Kyi.

Anónimo disse...

Esta cena dos anónimos é altamente caricata. Ao menos um pseudónimosito...Vamos discutir aberta,frontal e claramente, com as regras democráticas elementares e o espírito da ética mais livre e revolucionária, ok? FAR

Anónimo disse...

Ok, FAR. Vou pensar num "pseudónimosito",:-)