quinta-feira, 31 de agosto de 2006

quarta-feira, 30 de agosto de 2006


Pintura de Filipe Gonçalves

Grass II

Este texto do centrista Alfred Grosser bate mesmo no ponto nodal. Urge lê-lo e apurá-lo. Coisas profundas e abissais nele são ditas. Citando Nolte, Grosser sublinha que " o laço entre crimes bolcheviques e crimes nazis era de posicionamento radicado numa anterioridade e também de causalidade sem ser de causalidade, sendo apesar de tudo de causalidade ".

FAR em Lisboa

Günter Grass : premier bilan
Par Alfred GROSSER
(professeur émérite à l'Institut d'études politiques de Paris).

L'«affaire Grass» n'est pas terminée. Les réactions continuent à être nombreuses. Soit pour vanter sa révélation de son appartenance aux Waffen-SS : ainsi Salman Rushdie ou l'archevêque Michalik, président de la Conférence épiscopale polonaise, qui déclare que l'écrivain s'est grandi par son aveu. Soit pour exprimer surprise et déception. Soit encore pour tenter d'utiliser cet aveu au service de sa propre cause. Ainsi l'historien Ernst Nolte, celui qui n'a cessé de dire que le lien entre crimes bolcheviques et crimes nazis était d'antériorité et aussi de causalité sans être de causalité tout en étant tout de même de causalité. Il déduit de l'aveu la nécessité de «se réconcilier avec l'histoire allemande, même avec ses aspects les plus terribles».

Ler continuação do artigo do Libération aqui.

Senhoras e senhores: ISTO é um concerto de Los Santeros!





(Último tema de Los Santeros no Bar Alburrica, 26 de Agosto de 2006)

Fotos de Kid Xangai
 
Foto de José Carlos Mexia

Da série Vale do Grou: Inauguração da luz eléctrica. 1982 Posted by Picasa

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Série de Ouro (5)

- Essas canções são muito bonitas.
- Este é um dos melhores albuns de sempre!
- Eu só disse que as canções são bonitas...

«Por Este Rio Acima

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima


Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima

Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem

Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

Fausto, in "Por este rio acima"

Texto inspirador

"Continuando nosso caminho por este rio acima, tudo quanto a vista
alcançava era embarcações com toldos de seda e muitos estandartes,
guiões e bandeiras e varandas pintadas de diversas pinturas. Ali se
trocam e oferecem todas as sortes de caças e carnes quantas se criam na
terra, que nós andávamos como pasmados como requeria tão espantosa e
quase incrível maravilha. Noutras embarcações vêm grande soma de amas
para crianças enjeitadas e outras, pelo tempo que cada um quiser,
mulheres velhas que servem de parteiras dando mézinhas para botarem
crianças, e fazerem parir ou não parir. Noutros barcos há homens
honrados que servem de correctores de casamentos e consolam mulheres
enlutadas por morte de maridos e filhoes e outras coisas desta maneira.
Em barcaças de muitas cores, com invenções de muitos perfumes e cheiros
muito suaves vêm homens e mulheres tangendo em vários instrumentos para
darem música a quem os quiser ouvir. Na terra do labirinto das trinta e
duas leis, nesta terra toda lavrada de rios, a China, há uma tamanha
observância da justiça e um governo tão igual e tão excelente, que
todas as outras, por mais grandiosas que sejam, ficam escuras e sem
lustro."

Fernão Mendes Pinto, in "Peregrinação"

»

Série de Ouro (4)


- Já ouviste este álbum?
- Não...

Série de Ouro (3)


Encontrei-a um anoitecer quando saiamos da Sorbonne, um sorriso de menina, o mais lindo que ví, talvez nunca volte a ver nada assim. Tive sorte: tinhamos um amigo em comum, que ma apresentou.Também reparara em mim. Ela ouvia música num discman, eu tinha CD's no bolso, e disse-lhe:
- Conheces música portuguesa?
- Pouco...

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Contos do Verão .5

O Verão a acabar, aí vêm Outono e Inverno. Saudades do mundo do meu pai só com duas estações, quentes. Das fotos a preto e branco. Do Hendrix e da Joplin. Nenhumas de Guevara (há limites no dourar a memória). Das raves só porque se chamam raves; o pessoal que as frequenta não leu Kerouac. Não percebeu que a vagabundagem estava, há anos, em extinção Mas acredito que às autarquias interesse promover estes eventos e que contratem novos figurantes num velho mundo cow-boy. E quando nasci já era assim o mundo. Malhas que o império teceu. Um mundo requentado e sem bons. E a América que desilusão! De farol da democracia a teocracia. E já não há causas. Até eu vou-me conformar. Os meus irmãos casam, como não casaram seus pais. Straights no, hoje, velho sentido da palavra. Quereriam casar com a bisavó, mas não leram bem R. Heinlein. Contentam-se com imitar caricaturas que surgem na mais abjecta, das abjectas, mensagens televisivas. A da mensagem evangélica sem evangelho. Casam pela igreja, se a coisa não for multicultural, e sem ler a Bíblia. Se puderem com coches e num castelo do Loire. Casam como os meus ancestrais não casavam. Sejam felizes! Eu só tenho a dizer: Merda de herança! Tenho saudades de Plutão, mas vou continuar a foder, sem pedir que o tempo volte para trás. O mundo do meu pai desabou. Tenho que me adaptar a isto e não quero ser freira. Dilemas.

Josina MacAdam

domingo, 27 de agosto de 2006

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Brother - Kitano


Los Santeros- nova digressão!


Após o encerramento da "Death Mexican Tour", em concerto memorável e apocalíptico documentado nas fotos abaixo publicadas, os míticos Los Santeros preparam-se para iniciar a sua nova tournée, a "New Death Mexican Tour", com concerto no bar Alburrica, no Barreiro, no próximo Sábado dia 26 de Agosto pelas 23h. Espera-se mais uma actuação única e imprevisível destes loucos mexicanos. A não perder!

Los Santeros encerram digressão mundial- fotos









Fotos de Kid Xangai

Lua Cheia


Foto de José Salvado

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Da Capital do Império

Olá,

Até que enfim dirão alguns de vós. Mas explico a demora: Estive ausente porque fui à guerra. Não à guerra do Médio Oriente onde o representante na terra do partido de Deus, com um pneu de lambreta na cabeça para o distinguir dos outros meros mortais, decidiu ser o primeiro árabe a dar porrada no povo de Deus. Deus vai ter que decidir em breve se apoia o partido do gajo com o pneu de lambreta na cabeça ou se apoia o povo com capachinhos a cobrir a nuca. A moral da história é que quando se ouvir gajos a falar de Deus com algo na cabeça (pneus de lambreta, toalhas de mesa, capachinhos etc.) é preciso tomar muito cuidado.
Para já contudo essa situação no Médio Oriente continua a ser como a instituição do casamento: Não tem solução. Acrescente-se a isso o facto de haver pouca geografia e muita história e ainda o facto dos franceses e europeus terem perdido a oportunidade de mostrar que são a potência que dizem ser e o resultado é que daqui a mais uns tempos vai voltar a haver porrada da grossa. (O outro resultado é que fica provado que afinal essa coisa da Europa ser uma potência são apenas “bocas” do Chirac).
Mas a guerra a que eu fui não foi essa. Fui à guerra contra a SIDA em Toronto no Canadá. Ena pai! Mais de 20.000 soldados (cientistas, pessoal médico, membros das organizações não governamentais e mais) e cerca de três mil jornalistas. Tal como em todas as guerras tudo a correr de um lado para o outro sem saber bem o que fazer, com alguns períodos de grande excitação como quando apareceu o Bill Clinton para demonstrar que ainda não foi fabricado um microfone de que ele não goste.
Ou como quando se deu a conferência de imprensa de um grupo de cientistas que falavam sobre os avanços nas experiências em uso de microbicidas para se impedir a propagação do vírus da SIDA. Uma cientista disse que os avanços são bons e que os testes indicam que os homens gostam dos microbicidas porque aumentam o prazer. Deve ser gelatinoso portanto! Houve um gajo com um brinco na orelha, cabeça rapada, assim com um ar um pouco escanzelado, com T shirt colada ao corpo e com uns gestos delicados que perguntou se havia também avanços nos estudos de “microbicidas para uso rectal”. Houve uma “vibe” de incómodo na sala, com muitos dos jornalistas a mexerem o tal rectal na cadeira e para desgosto do inquiridor a cientista sul-africana disse-lhe que até agora os resultados dos testes para uso rectal do microbicida “não têm sido muito encorajadores”. Eu quis logo perguntar como, onde e quem é que fazia os testes em uso de microbicidas rectais mas tenho que admitir que tive vergonha e fiquei caladinho.
Também tive um pouco de medo de ser vaiado porque numa outra conferência de imprensa ninguém gostou do facto de eu ter perguntado porque é que se gastam milhares de milhões de dólares na luta contra a SIDA quando dez vezes mais pessoas apanham malária e mais crianças morrem de malária. Eu perguntei se isso se devia ao facto da malária não ser uma “doença do norte” (ou seja que não afecta a brancalhada europeia ou americana) ou de ser menos “sexy” que a SIDA. Ninguém gostou disso e muito menos da analogia e fui fuzilado com olhares de indignação. (Já não me lembro qual foi a não- resposta que obtive, apesar de me lembrar que alguém repetiu muitas vezes qualquer coisa sobre a “excepcionalidade” da SIDA)
Confirmei por outro lado que os tempos mudaram. Numa reunião sobre direitos de homossexuais um gajo fartou-se de falar de “straights” e eu pensei que ele estava a falar de gajos que não fumam “passa”. Há uns anos atrás – alguns de vocês recordam-se disso com certeza - um “straight” era um gajo que não fumava “passa”. Agora um straight é um gajo que não apanha no…. ou melhor… que só gosta de gajas. Presumo que um gajo que só gosta de gajas muito boas seja um straitão. Mas isso só mostra que estamos a avançar e que a língua reflecte esses avanços, não? (Nos meus tempos um gajo que fumava “passa” era um “freak” ou “fricalhão” mas fui informado por uma gaja grande e muito agressiva que esse não é o nome que se dá aos gajos que só gostam de gajos e gajas que só gostam de gajas.)
Mas o que eu gostei mais foi da “aldeia global”, um local enorme no centro de conferências onde as Organizações Não Governamentais acamparam para mostrar uns aos outros como fazem parte da guerra contra a SIDA e tentar justificar porque é que têm direito a uma fatia dos milhares de milhões de dólares da guerra.
Só visto porque contado vocês vão ter dificuldades em acreditar. A “massa” que se gasta em publicações de luxo (incluindo DVDs) a explicar o que cada uma dessas organizações faz e que depois os jornalistas atiram para o lixo em quantidades industriais é qualquer coisa de impressionante! Estas organizações neo-missionárias operam em toda a parte do mundo em prol dos doentes da SIDA, contra as injustiças cometidas contra os doentes da SIDA, pelos órfãos da SIDA, contra a discriminação dos órfãos da SIDA, pelos infectados com HIV, contra a discriminação dos infectados da SIDA, pelos direitos de não sem quem com não sei quê e claro está (isto é muito muito muito importante por questão de credibilidade) … contra os Estados Unidos e o George Bush.
Havia um gajo de uma organização de LGBTs que todos os dias se vestia de mulher e distribuía panfletos. (vocês estão a perguntar: O que raio é LBGT? São as iniciais de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais. Não tenho espaço para voz explicar a diferença entre os Bs e os Ts e francamente não sei qual a importância disso na luta contra a SIDA)
Eis algumas de outras organizações que estão envolvidas na guerra mundial contra a SIDA : “ Prevenção de HIV/SIDA entre trabalhadores imigrantes na Tailândia”, “Direitos Sexuais e direitos nos países muçulmanos” ( O gajo do Líbano com o pneu de lambreta na cabeça não deve gostar desta), “Rede Global de Pessoas que vivem com HIV/SIDA”, “Comunidade das mulheres que vivem com HIV/SIDA”, “Aliança da Sida e Prevenção do Sul da Ásia” “Iniciativa das mulheres livres do Mali”, “Sem limites para as mulheres” (Não sei que raio é que isto significa mas apoio) “Alimentar os órfãos da Sida pela Humanidade” e, a minha favorita “Coligação dos Surdos do Quebec”.
Quando eu informei um membro desta coligação (que não era surdo) que vinha da capital do império ficou excitadíssimo e disse-me que ia haver uma “discussão” sobre o problema da SIDA entre os surdos de Washington. Nunca tinha pensado em tal coisa mas presumo que seja um problema enorme que requer financiamento do fundo global de luta contra a SIDA.
O ano passado houve oito mil milhões de dólares gastos no combate à SIDA através do mundo. Este ano vão ser gastos 10 mil milhões e no próximo 12 mil milhões ou seja mil milhões de dólares por mês. Portanto os surdos do Quebec devem ter direito a algo mesmo que seja só para pagar as despesas de participar na conferência, não?
Para todos os combatentes da luta contra a SIDA os 20 milhões de dólares gastos em Toronto na conferência foi dinheiro bem gasto embora eu ache que os G 8 tratam melhor os jornalistas dando-lhe comida e bebida à borla o que não aconteceu na cimeira da luta contra a SIDA. (Eu descobri que na “tenda” para pessoas infectadas com HIV davam comida à borla mas ao fim do terceiro dia já havia filas enormes para se comer à custa dos infectados perante a irritação de criados indianos que não sei lá porquê usavam todos luvas de plástico)
Eu espero que dentro de dois anos no México a comissão de direcção da Associação Internacional da SIDA decida dar uma fatiazinha do orçamento para esse fim, caso contrário vou formar a “Coligação de Jornalistas das Conferências da Sida pela Alimentação à Borla – COJOCOSIAB). Espero também que o co-descobridor do HIV Robert Gallo decida ir à conferência do México. Recusou-se a ir a Toronto afirmando que a conferência era “um circo”. Deve ser parvo.
A luta continua
O vosso amigo
Da capital do império

Jota Esse Erre

domingo, 20 de agosto de 2006

sábado, 19 de agosto de 2006

Retratos de Gente

José Magalhães

O Zé andou no Liceu António Enes. Está na Austrália há já muitos anos.

Airbus

Airbus: o choque de milhões sem fundo não dá mesmo para brincar. Isto está a ficar mesmo preto na Europa. A Airbus, uma das poucas jóias da coroa comunitária, expoente máximo da colaboração entre os governos e as firmas-farol da França e da Alemanha, Matra/ Lagardere e Mercedes Benz, com muitos bancos à mistura dos dois lados da fronteira, dá sinais de grande desorientação e averba grandes perdas financeiras. A acção baixou 30 por cento nos primeiros sete meses deste ano. O poder multilateral dos consórcios envolvidos - indústria militar e unidades de pesquisa bilionárias apanhadas em falso - pode avolumar a crise latente e crescente do espaço económico europeu. E tudo se desenrola nos gabinetes fechados de Paris e Berlim, com interferências governamentais em cascata. De acordo com o magnífico Canard Enchainé, desta semana, a Airbus vai ter que entregar com percas significativas devido aos atrasos, os primeiros A-380, para as companhias do Pacífico... Singapura Airlines e a australiana Qantas. O projecto custou 12 biliões de euros. A que se juntam acréscimos da ordem dos 30 por cento. Ninguém sabe quando a Airbus começará a recuperar do investimento... Por outro lado, a substituição dos aviões militares de transporte e reabastecimento de grande parte dos exércitos da Europa, despoletou uma nova guerra entre a Airbus e a Boeing. O belíssimo semanário francês diz que os americanos apresentam mais qualidade e facilitam mesmo o pagamento. Sobre a grande ofensiva da Boeing nos jactos de longa distância, mas mais pequenos que os futuros gigantes do ar, a Airbus viu-se obrigada a rever (mais uma vez...) os planos de construção do A-350 XWB de modo a tentar destronar a liderança do Boeing 787.

FAR em Lisboa

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Vale do Grou: Inauguração da luz eléctrica.

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Liceu António Enes

BAILE DE FINALISTAS (ano lectivo 1971/72)

Na fila de baixo, da direita para a esquerda, reconheço o Luís Carlos Vasconcelos Galvão e, com os cabelos pelos ombros, o Luís Filipe da Costa Pinto.

Nesta foto surgem os enfaixados. Só me recordo do nome do Luís Carlos.

Aproveito para divulgar o site do
Liceu António Enes

Volta a Portugal em bicicleta

O João Fróis deixou hoje a capital, onde retemperou forças, rumo a Sul. Brevemente teremos aqui o seu caderno de viagens.





















Roteiro das primeiras etapas

Rumble Fish - Coppola


Retratos de Gente

Fernando Almeida Ribeiro
 
O muito desempoeirado, monsieur FAR, o nosso correspondente na Alemanha. Sempre ao serviço da revolução mundial Posted by Picasa